Estamos muito preocupados com a (in)governabilidade de Portugal nos próximos anos. Há um segredo que os políticos procuram guardar, mas que a história recente já se encarregou de destapar. Nós não precisamos de um governo para nos governar. Ainda há 2 anos a Bélgica esteve meio ano sem governo, e tudo continuou a funcionar. Nos anos 80, tinha acontecido um caso semelhante também na Bélgica e nos anos 70 na Holanda.
Luís Aguiar-ConrariaSeptember 29, 2009 3:53 pm
11 Comments »
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O Estado belga assume essencialmente funções de segurança e política externa, já que a Constituição tem vindo a ser retalhada para incorporar a divisão geográfica e ideológica do país - de um lado sociais-democratas, do outro liberais. Quero com isto dizer que a Bélgica é um caso peculiar de um país cuja actividade económica, sobretudo, pode subsistir com facilidade sem um Governo central.
Comment by RPR — September 29, 2009 @ 4:57 pm
“Nós não precisamos de um governo para nos governar”
Gostava de poder acreditar nisto.
Comment by rui fonseca — September 29, 2009 @ 5:58 pm
E sem PR, sera que tambem conseguimos?
Comment by Nuno Pinto — September 30, 2009 @ 7:12 am
sem dúvida.
Comment by LA-C — September 30, 2009 @ 8:57 am
Se este país necessitasse meramente de ser administrado, eu concordaria, não seria necessário um governo.
Mas o país não precisa apenas de ser administrado, precisa de ser reformado de alto a baixo. Especialmente nestes tempos de crise económica internacional e nacional. O país precisa de reformas administrativas e de reformas legislativas. E elas não podem ser feitas sem um governo.
Comment by Luís Lavoura — September 30, 2009 @ 2:05 pm
Luís Lavoura, é precisamente por isso que eu penso o contrário de ti.
Eu penso que este país está sempre a fazer reformas. Só nos últimos 4 anos e meio foram feitas reformas numa série de áreas. Já perdi a conta às reformas educativas. Mas nunca se dá tempo suficiente para ver se essas reformas funcionam ou não.
Por exemplo, o código de Processo Penal foi revisto nesta legislatura e já há muita gente que o quer rever novamente. É preciso dar algum tempo para se avaliar uma reforma. O país estar uns anos sem ser governado, permitindo à Economia que se adaptasse às reformas que foram feitas (sistema de avaliação na função pública, colocação de professores, Código de processo penal, RJIES, ECDU, alguma simplificação fiscal, etc) seria ouro sobre azul na minha perspectiva. A Economia é um organismo vivo, precisa de tempo para se adaptar e encontrar os seus pontos de estabilidade.
Comment by LA-C — September 30, 2009 @ 2:11 pm
Que validade teria o sistema de avaliação da função pública sem um Ministério da Educação para apurar consequências dessa avaliação? Esse poder está centralizado. Teríamos, portanto, de idealmente legislar a descentralização antes de ficarmos sem um Governo.
Comment by RPR — September 30, 2009 @ 5:32 pm
Ui! Ainda se arrisca a que lhe chamem neo-liberal! Qualquer dia está a dizer que o Estado em vez de ajudar só atrapalha
Comment by Tarzan — October 1, 2009 @ 2:27 pm
“O país precisa de reformas administrativas e de reformas legislativas. E elas não podem ser feitas sem um governo. ”
As reformas legislativas podem ser feitas sem um governo - quem é suposto fazer leis é a Assembleia da República (isso do governo fazer reformas legislativas é um perversão da tal “separação dos poderes”)
A curto/médio prazo, um Estado pode sobreviver sem governo: para fazer leis, temos o orgão que é suposto fazer leis (o parlamento); para as aplicar, a máquina burocrática da administração pública pode fazé-lo por sim mesma.
Só se começaria a sentir falta de um governo quando o dirigentes da administração pública começasse a acabar as comissões de serviço e não houvesse ninguém para nomear novos (mas também podem ficar em “gestão corrente”)
Comment by Miguel Madeira — October 2, 2009 @ 3:27 am
Caro Albano Duarte, enquanto continuar os insultos os seus comentários serão apagados. Pelo menos nos meus posts.
Comment by LA-C — October 4, 2009 @ 8:44 pm
precisamos de acreditar mais na força individual e menos na ajuda do estado. só nesse pressuposto é que está o desenvolvimento. o estado deve servir de regulador, e de fornecer a igualdade e justiça. todos os campos para além destes são excessos. não podemos continuar a depender da genialidade dos nossos governantes para um país prosperar. uma país prospera consoante a capacidade dos seus individuos.
Comment by tiago — October 26, 2009 @ 3:59 am