As probabilidades de se encontrar um dador de medula compatível fora da família mais próxima são tão pequenas que muitas vezes olhei com desconfiança para os bancos de dadores, apesar de eu próprio constar da base de dados. Ontem, fiquei a saber que o bebé de 10 meses de uma amiga, que precisa de fazer um transplante, encontrou um dador compatível na Alemanha.
Luís Aguiar-ConrariaMay 19, 2009 10:04 am
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As probabilidades de acertar no euromilhões são pequenas…. mas reais.
Além que uma vida a troco de 20ml de sangue é algo que deve ser muito gratificante e provavelmente muito mais barato que jogar no euromilhões!
E assim podemos tentar ajudar a Marta e outros que sofrem do mesmo mal:
http://ajudaramarta.blogs.sapo.pt/
fica o pedido!
Comment by Miguel — May 21, 2009 @ 10:47 am
Luís, julgo que te reportas ao Rodrigo, uma criança madeirense. Felizmente, parece que encontrou um dador que o poderá redimir de uma funesta realidade. A campanha, dinamizada pela família do Rodrigo, teve alguma projecção na Madeira e, parece-me, também no continente. Todavia, o caso do Rodrigo suscita questões que nós, europeus, não podemos ignorar, ainda para mais na iminência de eleições europeias. Sabemos, pelo empirismo e pelas auscultações às populações, que as clivagens entre as pessoas e a UE tendem a aumentar. A alienação e a ausência de uma cidadania europeia real - não se produzem cidadãos por decreto! - explicam o divórcio, mas a UE poderia combater a sua aridez intrínseca mediante uma actuação visível em dramas como os do Rodrigo. Os bancos de dadores existem no seio da UE, mas só uma escassa minoria dos europeus contribui, ou contribuiu. Por que não recorrer às instituições democráticas da UE para impulsionar campanhas que podem salvar vidas? É nestes momentos que os cidadãos europeus poderiam encarar a UE como um organismo que não se resume aos ditames obscuros de Bruxelas.
Um abraço.
Comment by Vítor Sousa — May 26, 2009 @ 11:17 pm