A ciência escatológica e a coprológica, achegas para um estudo mais aprofundado… (I)
Se os meus prezados e fiéis leitores (presumo eu que os tenha…) estavam à espera de que eu pusesse um ponto final e disse no aranzel sobre o hífen de má memória, podem tirar o cavalinho da chuva… Não será ainda desta feita que a historieta em que o contextualizei vai chegar veloz à sua foz ou à sua fim, como ainda se diz na Ilha, por respeito pela língua portuguesa falada e escrita no século XV… Houve um leitor que comentou numa das entradas, com muito chiste, que eu devia fazer parir a Benedita quanto antes, senão eu ficaria sem direitos de autor sobre o contarelo. Não vinha daí nenhum mal ao mundo.
Concordo com todos aqueles que já estão achando que ela (a história, não a Benedita) está já fedendo na vala comum, salvo-seja. Que se saiba, ninguém deu nenhum pufo por perto, nem sequer atravessámos o canal de Cacia, ali onde os passageiros do automóvel ou do comboio, consoante, olham de soslaio para o colega da ilharga, procurando descortinar de onde saiu o ultraje entérico, quer em formato silencioso, quer em arquitectura sonorosa. Ambos todavia usam vários cognomes, ou títulos nobiliárquicos, segundo a classe social que os nomeia ou os ministra, tal como os Reis de Portugal dalgum tempo, também sujeitos às leis da porquidade da natureza humana! Eles, os senhores padres, os senhores bispos, Sua Santidade o Papa, e todas as grandes personalidades deste mundo que Cristo calcorreou. Muitos há, sobretudo os mais inocentes, que pensam que só eles e suas famílias traquejam e dão de corpo ou descomem, a cada um…
Tanto gostei de ter recebido há tempos um e-mail em cujo anexo se podia apreciar uma série de três fotografias da família real britânica, de pé, numa varanda, decerto assistindo a alguma parada militar… O título da mensagem recebida era The Royal Fart, o peido real, com a vossa licença, real de realeza e não de realidade. Diz-se que foi o príncipe consorte que se descoseu – não admira que, com a idade, o cu fica um pouco desfranzido, na Ilha diz-se desfrinzidinho, como todos os diminutivos que se formam quando na palavra existe um ão: pão, pinzinho; João, Joinzinho; franzido, frinzido, etc. e tal. Segue-se que só a rainha mostrava uma cara de poucas majestades, notava-se que havia inalado um gás misterioso e dele não tinha gostado: ofendera-lhe as mimosas narinas reais. Mas os outros membros da Royal Family estavam mais divertidos, sobretudo o neto sucessor em linha recta, que se não conteve e virou-se de lado, rindo-se, um lenço a abafar-lhe a boca e o nariz, não se sabe se para que ninguém o visse a rir, se para não cheirar o fedor nobiliárquico…
(continua)

Muito bem! Dois em um: ao mesmo tempo uma charla e uma sátira social digna! Quevedo não faria melhor!
“Eles, os senhores padres, os senhores bispos, Sua Santidade o Papa”
Sim, e maior porquidade foi a que esse danado fez em Africa durante a sua visita. Esse papa sempre foi “desfrinzidinho” nas asneiras que profere, mas desta vez excedeu-se. E este texto alerta-nos para o fedor, o olor putrido, que que tais asneiras exalam! Excelente charla!
Comment by Lardozo — March 27, 2009 @ 1:22 pm
Porra! Esta foi à Bocage, Cristóvão… Mas esses gajos merecem, sobretudo o Pastor Alemão! E nos anos 70 conheci um Irlandês que começava o sempre o dia a chamar porco ao Carlos e restante vara.
Comment by João Campos — March 27, 2009 @ 2:17 pm
odorários, como dizia o Mestre Artur…
Peidos? então não havia de os dar?…
_Ninguém mos compra.
Comment by Anonymous — March 27, 2009 @ 7:54 pm
Ass
Comment by Anonymous — March 27, 2009 @ 8:05 pm
Fracalhote…
Comment by Anonymous — March 29, 2009 @ 2:09 am
Estou aqui a pensar na razão de ser desta charla, pá. Razão gramatical, pedagógica, quero eu dizer, ok? Devemos mesmo dizer ” a vergonhosa prestaçãpda selecção nacional chegou à sua fim etc”? Julguei que fosse impessoal. E a dos inhos? Deve ser ihos ou itos, ou é indiferente? Talvez se venha a entender na segunda parte da charla… De qualquer modo a coisa promete!
Comment by João Campos — March 29, 2009 @ 11:44 am
Second anonymous,lapa or eugenio macedo:
shell (lapa) said…
Cristóvão of aguiar stoled the authorithy of the book of MIGUEL TORGA.
Read all about in my blog. (sic)
This was published in a foreign blog.
First of all you should study more English, because you don’t even know the leading forms of the verb to steal… Authority is one thing and authorship is another, the one you must have used in the context.
Besides this, is your father an ass as you have written anonymously in a comment to your brother’s blog, using Eugénio Macedo’s blog? You and Macedo, the sculptor and painter and the master as you usually say, must be a little more careful in the future, otherwise you´ll both be sued, understood? You and Eugenio are really cowards and cads! Leave me in peace, you trouble makers.
Comment by Cristóvão de Aguiar — March 29, 2009 @ 1:38 pm
Esse tal Macedo deve ser um cobarde frustrado, que nem falar inglês sabe, o pobre diabo . Envio-lhe daqui um manguito, a ele e ao resto dessa corja de palhaços!
Comment by João Campos — March 29, 2009 @ 5:29 pm
João Campos:
O tal Macedo não é o autor do comentário. Não sei se sabe português nem inglês. O autor do comentário em inglês é outro, trata-se de um amigo que dá pelo nome de Lapa e cujo blogue é: palcopiniao.blogspot.com
No comentário anónimo,o segundo, basta clicar em anómimo para se chegar ao blogue do escultor, o título de ars (do latim ars, artis -arte), utilizado pelo Lapa, com a conivência do artista.
Comment by Cristóvão de Aguiar — March 29, 2009 @ 5:45 pm
Que canelas pensais mordiscar?…
Não ofendam o mestre Eugénio Macedo.
Comment by Lapa — March 29, 2009 @ 6:47 pm
Ainda te lembras da filha-da-putice que me fizeste?
Já me tinha esquecido de ti.
Comment by José Manuel — March 29, 2009 @ 6:51 pm
Aceitaste que o teu filho te pagasse o jantar no dia do Pai…???????????????????
Comment by Anonymous — March 29, 2009 @ 6:54 pm
Já me tinha esquecido de ti…
Por que não retiras do teu blogue tudo quanto há sobre mim ou da minha autoria, como o diário da guerra? Porque chateias os teus irmão, quando estais juntos, com rtecitações de pedaços da minha obra? Quanto ao jantar, tenho a dizer-te o seguinte: é muito natural que no dia do pai um filho pague o jantar ao pai. Contigo, tê-lo-ia de pagar, porque andas sempre de bolsos rapados e nunca tiveste vergonha.
Comment by Cristóvão de Aguiar — March 29, 2009 @ 7:10 pm
“You must identify yourself, fuckin couard.
“Just dont menshion my brother.
otherwise i’ll breack your face assole”
menshion, assole
Lindo! Vejam o mesmo autor vestido em outra pele, como é próprio de… quem não se encontra de bem com a consciência:
Moderai os comentários…
29 de Março de 2009 19:00
Comment by Cristóvão de Aguiar — March 29, 2009 @ 7:18 pm
“Só já me resta tua fotografia…”
Relação de Bordo, já não me lembro a que páginas tantas.
Não te preocupes que já estás imortalizado e Eu, também graças a Ti, e também aos meus feitos.
Alguns deles já mereceram umas das mais belas páginas da literatura. Queiras ou não.
“toda ela matizada de um carregado tom Camiliano”
_cheirei, cheirei as páginas do torturado de Seide.
Pags. também já não sei quantas…
Comment by José Manuel — March 29, 2009 @ 7:19 pm
ah. Adeus.
sff.
Comment by José Manuel — March 29, 2009 @ 7:21 pm
Rasga a fotografia como fiz também
Comment by Cristóvão de Aguiar — March 29, 2009 @ 7:22 pm
Rasgaste?
Comment by Anonymous — March 29, 2009 @ 7:37 pm
Entretanto Sua Santidade já regressou a Roma. E fez a viagem a África sem levar na bagagem qualquer preservativo. Arriscou.É preciso ter coragem!
Comment by Anonymous — March 30, 2009 @ 8:38 am
O Papa é amigo…
Comment by AR — March 30, 2009 @ 10:46 am