Fernando AlexandreMarch 10, 2009 11:32 am
Uma explicação da crise financeira
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Luís Aguiar-Conraria
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Fernando Alexandre
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Excelente! Retrata o fundamental do sistema capitalista: gato vendido por lebre e comprado por um pato que julga comer faisão mas que sempre comeu gato. Esta feira da ladra dos mercados financeiros internacionales, hoje em alta depois em baixa, para uns sempre em alta (mesmo quando baixa)… mas para outros sempre em baixa! Como dizia o outro, esta economia de casino, “este gigantesco rapa viciado aquem a uns sai sempre o D mas a outros calha sempre o R”! Muito bem!
Comment by Lardozo — March 10, 2009 @ 12:04 pm
Caro Falex,
continuo a achar este video muito mais educativo. Relembro que estávamos em 2006
http://www.youtube.com/watch?v=LfascZSTU4o&playnext_from=PL&feature=PlayList&p=F23B3BE507AAE96E&playnext=1&index=1
Comment by Tarzan — March 10, 2009 @ 1:21 pm
Conconrdo, Tarzan! Muito educativo ver aquela besta quadrada do Art Laffer, o homem que mais propagandeou as politicas de Reagan, que apoiou armar os Talibanes, que empurrou a Inglaterra para o ataque as Ilhas Malvinas (bocado de Patria Argentina roubado pelo mar) etc engolir os seus prognosticos da treta… Excelente video que mostra bem o logro em que andamos durante anos ao som da musica desafinada desta orquestra de vendedores de banha-da-cobra neo-liberais.
Comment by Lardozo — March 10, 2009 @ 1:41 pm
Para mim é tão evidente que esta crise prova a falência do sistema capitalista e da globalização, em cuja vigência os empréstimos bancários conseguiam lucros fáceis e rápidos,actuando sobre uma economia virtual, é tão evidente,dizia, e real como foi a queda do muro em Berlim,ou a dissolução da União Soviética. Não vejo ninguém preconizar, a reconstrução do muro, nem a restauração da União Soviética. Mas ouço dezenas de opiniões defendendo medidas que apontam para que passada a crise tudo regresse ao passado recentíssimo, como o melhor dos mundos; com alguns pequenos ajustes, para disfarçar! Ou serei eu que entendo mal?
Comment by AL — March 10, 2009 @ 3:15 pm
Exactamente Al: como Jaime Carvalhosa disse faz umas semanas neste blog, hoje em dia é tão dificil ser-se neo-liberal como o foi ser-se marxista-leninista em 1989 /90. Claro que alguns ainda tentam reconstruir o muro de Berlim(Jeronimo Souza em Portugal) e outros (J. Miranda etc) procuram reconstruir o muro de Schengen, erguido pelo capitalismo selvagem e cujos alicerces colapsaram. Uns e outros estão condenados ao fracasso! Interessa por suposto encontrar um novo sistema, alternativo. Como diz Naomi Klein podemos estar mesmo quase a mudar de paradigma vigente sem que a maioria dos comentadores disso se aperceba. Uma via pode passar por aqui: http://www.congresociriec.es/
Lardozo
Comment by Lardozo — March 10, 2009 @ 3:35 pm
Caro AL,
claro que está a entender mal. No caso do muro de Berlim este apenas servia para sustentar um sistema insustentável para o qual havia uma alternativa clara. O capitalismo e o liberalismo que geram prosperidade num ambiente de liberdade.
Com mais esta crise do capitalismo - há quem prefira chamar (mais uma vez) falência - já se aquartelaram os inimigos ideológicos deste sistema. Só que alternativas concretas, melhores e credíveis, nem vê-las. É essa a principal diferença para o caso do bloco de Leste.
Comment by Tarzan — March 10, 2009 @ 3:38 pm
Caro Lardozo,
olhe que o Peter Schiff é que é o (neo-)liberal. Isso não o impediu de ter razão…
Comment by Tarzan — March 10, 2009 @ 3:41 pm
Lardoso, olha que o Peter Schiff é um daqueles que gosta de dizer que é austríaco. Daqueles que os insurgentes tanto gostam
Comment by LA-C — March 10, 2009 @ 3:49 pm
“Lardoso, olha que o Peter Schiff é um daqueles que gosta de dizer que é austríaco.”
Confesso que não sabia! Nem sabia que ele era um economista famoso. Mas claro que ser liberal não o impede de (ocasionalmente) ter razão.
“Só que alternativas concretas, melhores e credíveis, nem vê-las.”
Tarzan: não tenha tanta certeza disso. Muitas vezes as alternativas surgem como resposta a crises e ainda não sabemos como vai acabar esta e que respuestas vai suscitar. Quando Fukuyama olhou para a America Latina dizia que nunca voltaria a haver nela um pais não capitalista; era o fim da historia. Hoje a ALBA consegiu por meios democraticos uma unidade politico-economica que abrange quase todos os paises. Não tem alternativas… veremos, sim! O modelo cooperativo da conferencia de Sevillha (link no outro comment) parece estar a ser levada seriamente por muitos…
Comment by Lardozo — March 10, 2009 @ 7:03 pm
Eu tb não o conhecia de lado algum, sou sincero. Limitei-me a pesquisar no google!
Comment by LA-C — March 10, 2009 @ 8:33 pm
Bem tenho pensado nas cooperativas aquando do encerramento de certas empresas,injustificado,na opinião dos seus trabalhadores.
Comment by AL — March 10, 2009 @ 9:27 pm
Caro AL,
Depende do “injustificado”. O motivo normalmente apontado é que tinham “muito trabalho” e “muitas encomendas”. No caso da têxtil, que eu conheço razoavelmente, ter muitas encomendas às vezes é mau. Ainda há pouco tempo, com a desvalorização do dólar, o têxtil-lar passou um momento díficil, com encomendas a serem vendidas abaixo do preço de produção. Não fossem as multas contratuais, e bastantes empresas prefeririam estar paradas. Outro exemplo - apesar de bizarro, admito - foi a falência de um banco como o Lehman’s. Trabalho não faltava…
Comment by Carlos Duarte — March 10, 2009 @ 11:46 pm
Sim, pá mas eu acho que o Al se refere a casos tristes como o do Américo Amorim que decidiu despedir 200 trabalhadores das corticeiras sem justificação aparente. Há para aí aproveitamento, parece-me a mim, como aliás já discuti neste blog com LA-C. Com patrões destes não saímos da crise…
Comment by João Campos — March 11, 2009 @ 1:59 am
Caro João,
Eu fiquei com a impressão que ele falava de empresas falidas, daí o meu comentário.
Quanto ao Américo Amorim, ele só não vende a mãe para ganhar uns trocados porque a senhora já morreu, se não vendia… Isso de despedir 200 trabalhadores (como comprar cortiça roubada ao PCP durante o PREC) não me surpreende.
Comment by Carlos Duarte — March 11, 2009 @ 9:58 am
Boa tarde,
Esta crise colocou em xeque o capitalismo-liberalismo, mas curiosamente não se debate outro modelo económico, ficando-se pela resignação do capitalismo. Compreende-se porque os exemplos do comunismo (Coreia do Norte, Cuba, Zimbabué e a nova Venezuela) são países onde impera a inflação, corrupção e baixos níveis gerais de vida.
Por outro lado, o tecido empresarial português (em média é de baixa qualidade técnica) é o outro dos alvos preferidos da comunicação social, são os maus da fita!!!! Esquecem-se que o código de trabalho português é um dos mais inflexíveis da UE, não permitindo ajustar a mão-de-obra ao ciclo económico. Quando algum empresário (ex. Américo Amorim) anuncia um despedimento, os media e os sindicatos “caiem” em cima, dando destaques aos que tomam decisões públicas populistas (ex. Chairman da Jerónimo Martins). O primeiro tomou uma decisão tendo por base a solvabilidade da empresa e dos que ficam, o segundo deu-lhe jeito ser populista para desviar as atenções dos resultados da JM na Polónia.
Hoje mesmo, Angela Merkl numa entrevista ao “Bild” disse que a Alemanha não está disponível para financiar sectores não rentáveis, para não comprometer as gerações futuras, em Portugal está-se constantemente a seguir esta via.
Comment by zideco — March 11, 2009 @ 4:33 pm
Por prudência escrevi«certas» empresas. Mas,já que a questão foi levantada, poderia, dentro dos limites do bom senso, generalizar.Com razão, podem ser absolutamente diferentes,até pelos interesses em jogo,a perspectiva sobre o estado de saúde de determinada empresa e das suas possibilidades de sobrevivência,se fôr a de um empresário-patrão,ou a dos trabalhadores em regime de cooperativa,tentando evitar a todo o custo o desemprego mais próxima esta da do
pequeno empresário de tipo familiar.
Comment by AL — March 11, 2009 @ 5:07 pm