O nosso amigo Medeiros Ferreira pergunta, em jeito de simpática e amigável provocação: Ainda se ensina o mesmo nas universidades sobre economia, finanças e gestão do que antes da crise?
A pergunta é todo um programa de economia política. Para começar, pressupõe que a análise económica convencional não tem os instrumentos necessários para estudar a actual crise. Por convencional, refiro-me ao mainstream, o que, diga-se de passagem, inclui gente de todas as cores e feitios e de quase todo o espectro político, desde a social-democracia até ao liberalismo puro e duro, deixando de parte comunistas e afins um pouco mais folclóricos.
Vamos por partes. Em primeiro lugar, chamaria a atenção de Medeiros Ferreira para estes dois textos do meu co-autor escritos há 6 e há 7 anos, com um nosso colega de Coimbra (texto 1 e texto 2). São textos perfeitamente actuais. Como se pode ver, muitas das políticas e das medidas que agora são discutidas, como se se estivesse a descobrir a pólvora, já eram discutidas e, em parte, recomendadas por estes dois economistas convencionais. Pena que escrevam em português, como diria o nosso comentador residente F, it sounds much better in English. Pelo contrário, tirando soundbytes contra o neoliberalismo, o capitalismo selvagem e a globalização imperialista, nada ouvi de relevante dos muitos que se aproveitam desta crise para marcar pontos na sua agenda político-económica.
Voltemos às salas de aula. Como já aqui se chamou a atenção, manuais (convencionais) escritos em 2004 já chamavam a atenção para os problemas que Fannie Mae e Freddie Mac trariam à estabilidade do sistema financeiro e algumas das recomendações que os economistas já tinham feito. Se essas recomendações não foram seguidas parece-me que é mais um problema da classe política do que, propriamente, das escolas de economia e finanças.
Há também algo de estranho com esta crise. A apologia que os radicais de esquerda parecem fazer de Stiglitz, Paul Krugman ou Nouriel Roubini. Parece que os querem raptar para o seu lado. Quem os oiça, ou leia, ainda pensa que estes economistas são os campeões da heterodoxia. Ora o primeiro é professor na Columbia University, em Nova Iorque, o segundo é professor em Princeton e o terceiro é professor na New York University. Mais mainstream não consigo imaginar. Se olharmos para a lista de publicações destes senhores, vemos que as suas revistas scientíficas preferidas são as mais convencionais possíveis, como a American Economic Review, Econometrica, Journal of Public Economics, Quarterly Journal of Economics, Journal of Monetary Economics, Journal of Money Credit and Banking, etc, etc. Não escolhem revistas heterodoxas como a Review of Radical Political Economy ou a Feminist Economics para dar a conhecer os seus trabalhos (revistas perfeitamente respeitáveis, pelo que não refiro isto com qualquer carga pejorativa).
Estes autores são tão mainstream que muitos dos seus manuais são adoptados em imensas licenciaturas. O manual de Economia Pública de Stiglitz já foi o mais adoptado neste país (não sei se ainda é) e o manual de Economia Internacional de Krugman é a principal referência da área. Eu próprio, quando leccionei uma disciplina de Economia Monetária Internacional, socorri-me dos artigos de Paul Krugman para falar nas crises da Balança de Pagamentos aos meus alunos. Assim, quando se fala na revolução que o ensino da Economia necessita, o que é que se pretende exactamente? Que se deixe de dar estes autores? Que se dê mais destaque a radicais de esquerda, que confundem, a maioria das vezes propositadamente, ciência com ideologia?
Outra questão que me parece interessante é a moda de culpar os cursos de Economia e Gestão pelos crimes que gestores e financeiros cometem. O argumento é simples, estes senhores vão para as empresas aplicar as teorias que aprendem e depois causam estas crises imensas. É uma acusação que é feita amiúde e que me parece absolutamente extraordinária. Por vários motivos, em primeiro lugar porque ninguém anda a ensinar os alunos a serem desonestos; bem pelo contrário, cada vez se dá mais destaque ao valor da ética nos negócios. Em segundo, porque, como muito bem notou esse economista convencional chamado Nuno Garoupa, até ao início dos anos 90 apenas duas escolas em Portugal se inseriam no mainstream neoclássico: a Universidade Nova e a Católica. Bem, Oliveira Costa licenciou-se na Faculdade de Economia da Universidade do Porto nos anos 70. Numa altura em que aquele curso estava pejado de “visões alternativas” dando, por exemplo, um peso forte à economia marxista. Espero que não digam que o ex-presidente do BPN se encontra preso por causa do marxismo que lhe ensinaram…
Caro Medeiros Ferreira, ainda não saímos da crise. Possivelmente, nem a meio chegámos. (Como certamente se recordará, o líder do seu partido ainda há meia dúzia de semanas afirmava que Portugal passaria incólume pela crise.) Se há alguém que diz que já a compreendeu, o mais provável é estar enganado. Sem dúvida que esta crise vai alterar os futuros curricula dos cursos de Economia. Mas primeiro há que fazer esforços sérios para a compreender. Como diria Teodora Cardoso, do Banco de Portugal, esta crise veio demonstrar que os avanços da Teoria Económica não acompanharam o crescimento da complexidade do mundo global. Em termos relativos, é possível que hoje percebamos menos da realidade do que há uma década. Mas, para corrigir esse défice de conhecimento, é importante que se avance, e não que se recue, como muitos parecem fazer ressuscitando teorias caducas e mais do que refutadas.

vai buscar.
Comment by Anonymous — January 14, 2009 @ 9:40 pm
Caro Luís,
Culpas a complexidade pela crise. Mas então e a virtualidade e a desregulação da economia global, para cujos perigos alguns economistas do passado já chamaram a atenção?
L
Comment by L — January 15, 2009 @ 1:10 am
E ainda: o que se ensina nas faculdades de Economia deve é ser suficiente para que os nossos representantes políticos (ministros das Finanças, legisladores, etc.) estejam preparados para a falta de ética de uma parte dos agentes económicos, de que nunca nos poderemos livrar.
Comment by L — January 15, 2009 @ 1:14 am
Será este L o famoso Low Lander que arruma com quaisquer argumentos pro-capitalismo / liberalismo em 3 tempos? Se sim vai ter que fazer melhor para rebater esta argumentação consistente e acima de tudo sensata de LA_C…
Comment by Anonymous — January 15, 2009 @ 3:26 am
Assino por baixo. A melhor demonstração do que escreves é precisamente o teu posicionamento político. Mas temo que sejas uma “ovelha tresmalhada” no teu rebanho.
Comment by Artur Rodrigues — January 15, 2009 @ 9:46 am
Eu também gosto muito de seguir os temas políticos na blogosfera sobretudo através do «Bicho Carpinteiro» do José Medeiros Ferreira. Por isso, esta pergunta também vai para todos: Quando é que a classe política começa a mostrar que aprendeu o que já antes da crise era ensinado nas universidades sobre economia, moeda e finanças?
Obrigado.
Comment by F — January 15, 2009 @ 1:51 pm
Na mouche.
Comment by rui fonseca — January 15, 2009 @ 2:36 pm
Não venho fazer a «Apologia de… Keynes». Tal como não vejo aqui o José Medeiros Ferreira a fazer o papel de… Meleto. Mas fez-me pensar em todos os que depois da Grande Depressão continuaram nas universidades a ensinar economia, moeda e finanças.
Veio-me à memória em especial (Sir) John Hicks:
« It will be admitted by the least charitable reader that the entertainment value of Mr. Keynes’ ‘General Theory of Employment’ is considerably enhanced by its satiric aspect. But it is also clear that many readers have been left very bewildered by this Dunciad. Even if they are convinced by Mr. Keynes’ arguments and humbly acknowledge themselves to have been ‘classical economists’ in the past, they find it hard to remember that they believed in their unregenerate days the things Mr. Keynes says they believed. And there are no doubt others who find their historic doubts a stumbling block, which prevents them from getting as much illumination from the positive theory as they might otherwise have got. » (in: MR. KEYNES AND THE “CLASSICS”; A SUGGESTED INTERPRETATION, 1937)
Muito obrigado.
Comment by F — January 15, 2009 @ 4:47 pm
Gostei.
Entretanto, parece-me que do último parágrafo se depreende que a ciência económica é uma ciência que está sempre atrasada: estuda sempre o mundo já passado e sobre ele enuncia leis, as quais tipicamente não se verificam no mundo futuro.
De facto, se só agora se vai xomeçar a estudar a presente crise, então para que serve a ciência económica? Resume-se ela a um estudo histórico?
Comment by Luís Lavoura — January 15, 2009 @ 5:18 pm
A todos muito obrigado pelos comentários
1. Anónimo, isto não é o jogo da bola, é uma mera troca cordial de galhardetes e pequenas provocações entre dois amigos.
2. L, não me parece que tenha culpado a complexidade pela crise. Quando muito terei dito que o mudo é tão complexo que ainda vai demorar algum tempo até compreendermos bem as causas e os efeitos da crise.
3. L, de acordo
4. Anónimo, o LowLander é um tipo esperto e de olhar aguçado e gosto imenso que venha cá comentar. Tenho pena que não venha mais vezes pois é um provocador nato. Mas não me parece que ele tenha problemas com o capitalismo, ele tem é com o lugar da Economia nas Ciências. Diga-se de passagem que está muito bem acompanhado nesse cepticismo
5. Artur, vou acrescentar o teu nome por baixo então.
6. F, vou endereçar a pergunta que faz a Medeiros Ferreiro. É um desafio interessante.
7. Rui, você, já por diversas vezes, tinha escrito comentários no mesmo sentido. Eu ainda não tinha encontrado disposição para sobre isto escrever.
8. F, fico sempre na dúvida sobre se Keynes concorda com a interpretação que Hicks dele fez. Muitos keynesianos dizem que não.
9. Luís Lavoura, muito interessante o que escreve. Eu não tenho dúvidas que conceptualmente a Economia, ou qualquer outra ciência social, é mais difícil do que a Física. E um dos motivos prende-se com o que diz. Em ciências sociais há sempre dados novos que nos obrigam, constantemente, a rever teorias passadas. Ainda por cima, a leitura dos dados não é tão objectiva como na Física, pelo que se torna mais difícil refutar teorias. Claro que em Física acontece o mesmo, mas não com a mesma frequência, digamos que o sistema solar de agora não é muito diferente do sistema solar de há 50 anos (quando muito a qualidade das observações e que melhorou), já as organizações sociais mudaram brutalmente ao longo das últimas décadas. Assim, os economistas têm sempre material novo para estudar. Quanto à presente crise, não me parece que só agora se comece a estudar. O estudo dos ciclos económicos e das grande depressões há muito que faz parte do ‘core’ da disciplina. Agora é um facto que esta crise vai introduzir dados novos que nos permitirão perceber melhor as dinâmicas dos ciclos económicas e das grandes crises. É até provável que desta crise tiremos ensinamentos que mudem a nossa visão sobre crises passadas, como a Grande Depressão dos anos 30. Enfim, vamos ver.
Quanto às leis… Leis que são derivadas e que posteriormente se conclui que não se verificam são leis refutadas, na minha opinião. Mas, mais uma vez, as leis em Economia não são iguais às da Física, mas isso poderá ficar para um ‘post’ futuro.
Para terminar, não me parece que a teoria económica esteja assim tão às aranhas com a presente crise. O que me parece é que há quem queira que os economistas tenham solução milagreiras que nos permitam sair da crise instantaneamente. Ora não é o caso. Nem a crise dura assim há tanto tempo, a zona Euro,por exemplo, apenas entrou em recessão há meia dúzia de meses. (Portugal é que está em crise desde 2001, mas isso é outra conversa)
Comment by LA-C — January 15, 2009 @ 7:00 pm
“Ninguém anda a ensinar os alunos a serem desonestos.” Discordo.
Comment by João Pinto e Castro — January 16, 2009 @ 1:56 pm
Eu não percebo nada de economia. Percebo um pouco mais de psicologia. O suficiente para saber que qualquer edificio construido sobre o Homo Economicus é um castelo de areia.
Comment by l.rodrigues — January 16, 2009 @ 11:18 pm
“Eu não percebo nada de economia.”
I.Rodrigues, confesso que nunca tinha visto ninguém a usar a sua ignorância como argumento de autoridade.
Comment by LA-C — January 16, 2009 @ 11:25 pm
“Tenho pena que não venha mais vezes pois é um provocador nato.”
Seja feita a sua vontade.
“Como diria Teodora Cardoso, do Banco de Portugal, esta crise veio demonstrar que os avanços da Teoria Económica não acompanharam o crescimento da complexidade do mundo global.”
1 - E como e que o LA-C pode subscrever uma afirmacao destas enquanto defende o mitico estatuto cientifico da teoria economica?
1.1 - Mais uma me repito: nem sequer entrando pelos problemas que a Economia tem em adoptar o metodo cientifico para compreender o seu objecto de estudo ha um problema muito mais fundamental. O objecto de estudo e um completo artefacto humano, e como tal nao e razoavel ter como axioma que os seus mecanismos de funcionamento sao constantes (na realidade constata-se amiude precisamente a sua irrazoabilidade). Ora a ciencia (qualquer ramo) so e concebivel porque as nossas experiencias da realidade observavel indicam que a natureza, apesar de em constante mutacao e evolucao, o faz por processos subjacentes constantes e dedutiveis.
1.2 - Nao e por acaso que me repito amiude comparando a teoria economica com a teoria xadrezistica. E que ambas se debrucam sobre artefactos humanos, nao sujeitos ao principio da conservacao. As centenas de volumes que actualmente existem sobre xadrez seriam absolutamente inuteis em maior ou menos grau se amanha toda a Federacao Mundial de Xdrez decidisse mudar as regras do jogo! Ora isto ocorre constantemente com a economia porque as sociedades mudam constantemente as regras do jogo economico! Os “mercados” sao construccoes sociais.
A economia e uma engenharia, neste caso social, uma aplicacao pratica muito especifica de conhecimentos cientificos gerados por outras areas de investigacao.
“Em termos relativos, é possível que hoje percebamos menos da realidade do que há uma década.”
2 - Porque? Repare que isto e incompativel com uma disciplina cientifica bem mais antiga que a fisica quantica ou a climatologia por exemplo que reclama perceber como funciona o seu objecto de estudo (pelo menos melhor que um biologo marinho ou engenheiro electrotecnico). Totalmente incompativel! Nem sequer conseguem balizar atraves de limites de incerteza as proposicoes sobre economia que produzem.
2.1 - Ora este estado de coisas numa “ciencia” so explicavel pelas seguintes alternativas:
a) Uma ramo cientifico extremamente jovem ou sub-financiado. O que manifestamente nao e o caso.
b) Incompetencia gritante dos seus actores em implementar o metodo cientifico e na fiscalizacao atraves do peer review.
c) Impossibilidade de aplicao do metodo cientifico (o ponto a) e uma possivel causa disto mas ha outras).
d) Mudanca radical no objecto de estudo e nos seus processos fundamentais de funcionamento.
2.3 - Ora por definicao as alternativas c) e d) invalidam a classificacao da economia como ciencia e a alternativa a) nao se verifica simplesmente. Agora escolha…
A economia e uma engenharia, neste caso social, uma aplicacao pratica muito especifica de conhecimentos cientificos gerados por outras disciplinas essas sim, cientificas.
E em tom de remate, uma ultima vez me repito: esta mitica auto-intitulacao por parte dos economistas so e compreensivel como uma tentativa de alcance de capital politico em sociedades que se pretendem “de conhecimento” ou “cientificas”, com assinalavel sucesso diga-se.
Como observador cinico nao posso deixar de ficar impressionado com o fantastico golpe publicitario que representa.
Como consumidor e utilizador compulsivo de ciencia faz-me rir a ironia.
Como cidadao admirador do conhecimento cientifico como alavanca para iluminar o progresso Humano considero absolutamente revoltante.
Comment by Lowlander — January 17, 2009 @ 1:20 am
Lowlander, este fim-de-semana vou estar em mudanças pelo que não lhe posso responder. mas na próxima semana vou fazer um esforço, ok?
abraço e bom fim-de-semana.
Comment by LA-C — January 17, 2009 @ 10:27 am
Oh lá… Parece que temos aqui argumentos de peso! De facto há muito quem ponha em dúvida o estatuto da Economia enquanto ciência. Não que não o seja: jovem ou não, é-o. Acontece é que é uma ciência social, o que acarreta preceitos epistemológicos próprios. O aparente paradoxo do xadrez, brandido por Low-Lander como espantalho foi há muito analisado por epistemólogos de Mertona Khun e muito bem sumariado por bons divulgadores da ciência, como Morin e Sagan. Saliento contudo, que é verdade que muitas vezes são os economistas a dar o mau exemplo e a querer apresentar-se como “mais científicos” que sociólogos, psicólogos e antrpólogos. Essa ideia de uma terra intermédia entre as ciências sociais e as “ciências duras” é de facto um embuste que alguns economistas usam como arma de arremesso. Nisso secundo o LowAnder, pá e tenho a certeza que também conheces maus exemplos desses, Luís…
Comment by João Campos — January 17, 2009 @ 10:22 pm
Estava, evidentemente, a exagerar. Não percebo a parte matemática, dos modelos, das curvas. Não tenho formação académica em economia, seria talvez mais correcto.
O meu argumento mantém-se: se a economia dominante se sustenta numa definiçao simplista e falaciosa da sua unidade mais elementar, o ser humano, tudo o que se cria sobre essa fundação está enfermo, à partida.
Comment by l.rodrigues — January 17, 2009 @ 11:04 pm
Ética não continua a ser opcional na Harvard Business School?
Comment by AP — January 19, 2009 @ 9:34 am
“Ética não continua a ser opcional na Harvard Business School?”
Deve ser aquela opcional que ninguem escolhe… Ou talvez seja aquele tipo de Ética viscosa (defendido no blog de J. Miranda) que permite a um ser humano explorar outro desde que as leis da oferta e da procura assim o permitam. Tenho um amigo que estudou na Catolica em Madrid e que teve aulas de “Ética”. Uma vez perguntou se era correcto que um menina (colombiana ou guatemalteca) que nem 18 anos devia ter ganhasse 6 euros por hora para limpar as casas de banho da Universidade. Respondeu-lhe o padre que “na terra dela ainda devia ganhar menos”… Ética desta, nauseabunda como C. Aguiar bem diz na sua entrada, não obrigado!
PS: Por muito Marxista que tenha sido a universidade do Porto, Oliveira e Costa cedo se demarcou dela, aliando-se e fazendo parte de partidos de direitas desde os bancos da faculdade. O seu caso constitui o arque-tipo, o estereo-tipo do estudante capitalista de direitas e nunca o seu oposto. Alguma vez se viu Francisco Loucã a roubar o a acoitar bandidos e vigarios no seu partido? Esse sim constitui o exemplo do estudante-economista de esquerdas em Portugal.
Comment by Lardozo — January 19, 2009 @ 5:21 pm
(…) deixando de parte comunistas e afins um pouco mais folclóricos (…)
importa-se de explicar melhor ?
Comment by portela menos 1 — January 19, 2009 @ 11:01 pm
Lowlander, quando tiver tempo respondo-te. Quando o fizer chamarei o teu texto ao corpo principal, ok?
Comment by LA-C — February 4, 2009 @ 10:17 pm