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	<title>Comments on: Ambição: ideia 1</title>
	<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/05/13/ambicao-ideia-1/</link>
	<description>blogue de Luís Aguiar-Conraria, de Daniela Kato e de Fernando Alexandre</description>
	<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 18:41:39 +0000</pubDate>
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	<item>
		<title>by: DK</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/05/13/ambicao-ideia-1/#comment-3374</link>
		<pubDate>Thu, 15 May 2008 10:47:32 +0100</pubDate>
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					<description>&quot;O tipo de mentalidade pronvinciana que é mencionada existe em qq pais, não somos unicos nem os melhores…&quot;

Exacto. É mesmo isso - ainda bem que percebeu a ideia principal, Miguel. Se ler alguns dos textos que tenho escrito aqui sobre o Japão, encontrará toda uma mentalidade e toda uma série de discursos em torno do carácter excepcional e único dos japoneses que tem alguns traços comuns com o nosso provincianismo (embora com consequências bem diversas). E o mesmo se poderia dizer, por exemplo, dos ingleses, dos escoceses, e por aí a diante. A questão principal é o modo como cada nação lida e age em conformidade com essas percepções distorcidas da sua própria excepcionalidade. Como se costuma dizer, aí é que a porca torce o rabo...</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>&#8220;O tipo de mentalidade pronvinciana que é mencionada existe em qq pais, não somos unicos nem os melhores…&#8221;</p>
	<p>Exacto. É mesmo isso - ainda bem que percebeu a ideia principal, Miguel. Se ler alguns dos textos que tenho escrito aqui sobre o Japão, encontrará toda uma mentalidade e toda uma série de discursos em torno do carácter excepcional e único dos japoneses que tem alguns traços comuns com o nosso provincianismo (embora com consequências bem diversas). E o mesmo se poderia dizer, por exemplo, dos ingleses, dos escoceses, e por aí a diante. A questão principal é o modo como cada nação lida e age em conformidade com essas percepções distorcidas da sua própria excepcionalidade. Como se costuma dizer, aí é que a porca torce o rabo&#8230;
</p>
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		<title>by: Miguel</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/05/13/ambicao-ideia-1/#comment-3372</link>
		<pubDate>Thu, 15 May 2008 10:04:01 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/05/13/ambicao-ideia-1/#comment-3372</guid>
					<description>O tipo de mentalidade pronvinciana que é mencionada existe em qq pais, não somos unicos nem os melhores... Tambem nao sei se estamos no top 100... E para produzir &quot;nobeles&quot; é preciso dinheirinho, coisa em que as nossas universidades tambem nao aparecem nos tops...

ps:a nestlé é Suiça</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>O tipo de mentalidade pronvinciana que é mencionada existe em qq pais, não somos unicos nem os melhores&#8230; Tambem nao sei se estamos no top 100&#8230; E para produzir &#8220;nobeles&#8221; é preciso dinheirinho, coisa em que as nossas universidades tambem nao aparecem nos tops&#8230;</p>
	<p>ps:a nestlé é Suiça
</p>
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		<title>by: Falex</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/05/13/ambicao-ideia-1/#comment-3365</link>
		<pubDate>Wed, 14 May 2008 10:45:48 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/05/13/ambicao-ideia-1/#comment-3365</guid>
					<description>Daniela, saber o que é o melhor do mundo ou o que de melhor se faz no mundo é importante como referência; para termos uma ideia de onde podemos chegar. Por exemplo, Portugal não tem uma única universidade entre as 100 melhores da Europa. Enquanto as universidades portuguesas não perceberem o significado disto é simplesmente rídiculo falar na possibildiade de algum investigador em Portugal ganhar um Nobel.
 </description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Daniela, saber o que é o melhor do mundo ou o que de melhor se faz no mundo é importante como referência; para termos uma ideia de onde podemos chegar. Por exemplo, Portugal não tem uma única universidade entre as 100 melhores da Europa. Enquanto as universidades portuguesas não perceberem o significado disto é simplesmente rídiculo falar na possibildiade de algum investigador em Portugal ganhar um Nobel.
</p>
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	<item>
		<title>by: DK</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/05/13/ambicao-ideia-1/#comment-3364</link>
		<pubDate>Wed, 14 May 2008 10:35:11 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/05/13/ambicao-ideia-1/#comment-3364</guid>
					<description>E eu que tinha esperança de que a intenção irónica se referisse sobretudo ao conceito de &quot;melhor do mundo&quot;! É que a expressão condensa justamente, a meu ver, todo um conjunto de atitudes irrealistas, etnocêntricas, fechadas sobre si próprias e, perdoe-se-me a franqueza, infantis que caracterizam um número preocupante de portugueses. Mas &quot;maior do mundo&quot; em relação a quê e a quem?! 
Há conceitos totalizantes que podem funcionar bem no mundo acéfalo dos campeonatos de futebol, mas, felizmente, a realidade é bem mais complexa e (por isso mesmo) interessante.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>E eu que tinha esperança de que a intenção irónica se referisse sobretudo ao conceito de &#8220;melhor do mundo&#8221;! É que a expressão condensa justamente, a meu ver, todo um conjunto de atitudes irrealistas, etnocêntricas, fechadas sobre si próprias e, perdoe-se-me a franqueza, infantis que caracterizam um número preocupante de portugueses. Mas &#8220;maior do mundo&#8221; em relação a quê e a quem?!<br />
Há conceitos totalizantes que podem funcionar bem no mundo acéfalo dos campeonatos de futebol, mas, felizmente, a realidade é bem mais complexa e (por isso mesmo) interessante.
</p>
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	<item>
		<title>by: Falex</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/05/13/ambicao-ideia-1/#comment-3363</link>
		<pubDate>Wed, 14 May 2008 09:18:19 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/05/13/ambicao-ideia-1/#comment-3363</guid>
					<description>A Daniela tem razão na intenção irónica do meu poste. No entanto, embora partilhe algumas das suas ideias, o meu ponto é anterior. Para termos ambição é necessário conhecermos os limites.  Este é a justificação para a introdução do conceito do &quot;melhor do mundo&quot;. 
A maior tragédia deste país é ser um espaço que não permite a realização de um grande número dos seus habitantes (a menos que queiram jogar futebol). Estas frustações resultam a maior parte das vezes em um de dois fenómenos: na emigração ou na mania das grandezas de que fala a Daniela. Há, no entanto, casos de protugueses que conseguem escapar a ambos; isto é, que ficam cá e são grandes.
Nas áreas onde isso acontece, são casos que merecem estudo.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>A Daniela tem razão na intenção irónica do meu poste. No entanto, embora partilhe algumas das suas ideias, o meu ponto é anterior. Para termos ambição é necessário conhecermos os limites.  Este é a justificação para a introdução do conceito do &#8220;melhor do mundo&#8221;.<br />
A maior tragédia deste país é ser um espaço que não permite a realização de um grande número dos seus habitantes (a menos que queiram jogar futebol). Estas frustações resultam a maior parte das vezes em um de dois fenómenos: na emigração ou na mania das grandezas de que fala a Daniela. Há, no entanto, casos de protugueses que conseguem escapar a ambos; isto é, que ficam cá e são grandes.<br />
Nas áreas onde isso acontece, são casos que merecem estudo.
</p>
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	<item>
		<title>by: DK</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/05/13/ambicao-ideia-1/#comment-3362</link>
		<pubDate>Wed, 14 May 2008 02:00:22 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/05/13/ambicao-ideia-1/#comment-3362</guid>
					<description>O que eu quero dizer é que esses discursos do «melhor/pior do mundo» assentam numa percepção distorcida da realidade. São, em suma, construções imaginárias, sem qualquer correspondência com essa realidade. A ambição não tem necessariamente de se concretizar no desejo de ser o/a «melhor do mundo». Tem, sim, que ver com a confiança que cada um tem nas suas capacidades e no valor do seu esforço e trabalho, e com a convicção de que estes serão, mais tarde ou mais cedo, devidamente reconhecidos. É isto que leva as pessoas a darem o seu melhor, em todas as circunstâncias, nas suas respectivas esferas de actuação. E é isto, infelizmente, que parece faltar em tantos portugueses.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>O que eu quero dizer é que esses discursos do «melhor/pior do mundo» assentam numa percepção distorcida da realidade. São, em suma, construções imaginárias, sem qualquer correspondência com essa realidade. A ambição não tem necessariamente de se concretizar no desejo de ser o/a «melhor do mundo». Tem, sim, que ver com a confiança que cada um tem nas suas capacidades e no valor do seu esforço e trabalho, e com a convicção de que estes serão, mais tarde ou mais cedo, devidamente reconhecidos. É isto que leva as pessoas a darem o seu melhor, em todas as circunstâncias, nas suas respectivas esferas de actuação. E é isto, infelizmente, que parece faltar em tantos portugueses.
</p>
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		<title>by: DK</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/05/13/ambicao-ideia-1/#comment-3361</link>
		<pubDate>Wed, 14 May 2008 01:42:06 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/05/13/ambicao-ideia-1/#comment-3361</guid>
					<description>Não tenho a certeza de ter percebido este último texto do Fernando, mas julgo ler nele uma nota irónica que vai ao encontro do que eu penso sobre a questão. 
Parece-me que o principal problema do provincianismo português reside neste discurso do «oito ou oitenta», nesta espécie de mistura entre um complexo de superioridade e um complexo de inferioridade. Por que razão havemos sempre de ser ou os melhores do mundo ou os piores do mundo?! Por que razão havemos sempre de ser excepcionais e únicos em tudo, para o bem e para o mal?!
O mais irónico, ou melhor, paradoxal no meio disto tudo é que a falta de ambição de que o Fernando fala conduz, justamente, à mediocridade. E a mediocridade tem a ver com o cinzentismo, a indiferença. Os medíocres não procuram distinguir-se em nada, pelo menos fora das suas quintazinhas ou capoeiras rigorosamente vigiadas. Buscam sobretudo o nivelamento (por baixo, claro) e estão determinados em que os outros sejam e procedam assim - daí o predomínio da inveja, da mesquinhez e do medo nas relações sociais.
Enquanto não ultrapassarmos esta mentalidade e nos convencermos de que não somos, à partida, melhores ou piores, como país, do que os outros, dificilmente ultrapassaremos o miserabilismo e os impasses que provocam o atraso económico - e cultural, acrescento - do país.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Não tenho a certeza de ter percebido este último texto do Fernando, mas julgo ler nele uma nota irónica que vai ao encontro do que eu penso sobre a questão.<br />
Parece-me que o principal problema do provincianismo português reside neste discurso do «oito ou oitenta», nesta espécie de mistura entre um complexo de superioridade e um complexo de inferioridade. Por que razão havemos sempre de ser ou os melhores do mundo ou os piores do mundo?! Por que razão havemos sempre de ser excepcionais e únicos em tudo, para o bem e para o mal?!<br />
O mais irónico, ou melhor, paradoxal no meio disto tudo é que a falta de ambição de que o Fernando fala conduz, justamente, à mediocridade. E a mediocridade tem a ver com o cinzentismo, a indiferença. Os medíocres não procuram distinguir-se em nada, pelo menos fora das suas quintazinhas ou capoeiras rigorosamente vigiadas. Buscam sobretudo o nivelamento (por baixo, claro) e estão determinados em que os outros sejam e procedam assim - daí o predomínio da inveja, da mesquinhez e do medo nas relações sociais.<br />
Enquanto não ultrapassarmos esta mentalidade e nos convencermos de que não somos, à partida, melhores ou piores, como país, do que os outros, dificilmente ultrapassaremos o miserabilismo e os impasses que provocam o atraso económico - e cultural, acrescento - do país.
</p>
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	<item>
		<title>by: DK</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/05/13/ambicao-ideia-1/#comment-3360</link>
		<pubDate>Wed, 14 May 2008 01:29:30 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/05/13/ambicao-ideia-1/#comment-3360</guid>
					<description>Não tenho a certeza de ter percebido este último texto do Fernando, mas julgo ler nele uma nota irónica que vai ao encontro do que eu penso sobre a questão. </description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Não tenho a certeza de ter percebido este último texto do Fernando, mas julgo ler nele uma nota irónica que vai ao encontro do que eu penso sobre a questão.
</p>
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