Dada a confusão que vai nos comentários ao meu último poste, "Ambição", aqui e no Blasfémias, aproveito a síntese pelo Luís de uma das ideias nele contido:

"(…) imagina que um dos teus filhos pretende ser um jogador de futebol e que até tem talento para ser um dos melhores do Mundo. Tens dúvidas de que em Portugal (seja no Porto, no Algarve, em Lisboa ou na Madeira) há um conjunto de estruturas que lhe permitirão esse sucesso? E se, o teu filho quiser ser químico, ou violinista, ou médico, ou realizador de cinema? Essas estruturas existem?"

E acrescento, porque não existem, muitos filhos nem sonham. Sabem lá eles o que é ser o melhor do mundo. E porque não sabem, depois crescem, e pensam que há muitos portugueses melhores do mundo. Sim, temos grandes escritores, cientistas, há imensos produtos portugueses de marca vendidos pelo mundo fora (a Nestlé é de Avanca, ali ao pé de Aveiro, é portuguesa, não é?), os nossos bancos são dos melhores do mundo, os nossos vinhos são os melhores do mundo (pelo menos em alguns concursos e em alguns meses), e o nosso cinema é único. Mais ninguém faz filmes como nós.