<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><!-- generator="wordpress/1.5.1-alpha" -->
<rss version="2.0" 
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/">
<channel>
	<title>Comments on: Bakemono*</title>
	<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/04/30/422/</link>
	<description>blogue de Luís Aguiar-Conraria, de Daniela Kato e de Fernando Alexandre</description>
	<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 18:35:58 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=1.5.1-alpha</generator>

	<item>
		<title>by: DK</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/04/30/422/#comment-3338</link>
		<pubDate>Fri, 02 May 2008 00:31:22 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/04/30/422/#comment-3338</guid>
					<description>Obrigada, Miguel. Não me lembro dessa história, mas, sim, é verdade que alguns dos monstros que aparecem nas mukashibanashi não são inteiramente maus... A maior parte, porém, parece querer simbolizar aquilo que na tradição japonesa - em grande medida por influência do xintoísmo - é tido por «impuro». Uma das lendas mais curiosas a esse respeito é a de Momotaro, o Rapaz-Pêssego (http://www.youtube.com/watch?v=dcgI82MLKqQ). Momotaro nasce de um pêssego e é criado por um casal de velhos camponeses, tornando-se num herói decidido e corajoso, que repele sem medo os demónios (oni) que regularmente invadem e pilham a aldeia. A certa altura, Momotaro constitui um pequeno exército e invade a ilha dos oni (Onigashima), infligindo-lhes uma pesada derrota e obrigando-os a devolver as pilhagens...
Esta lenda é ainda hoje lida por muitos como uma alegoria do imperialismo e militarismo do Japão, em que os oni corporizam o estrangeiro que ameaça a integridade e pureza da nação. Durante a Segunda Guerra a história aparecia nos manuais escolares e constituía leitura obrigatória para as crianças japonesas. Em alguns cartoons, os oni eram apresentados como o Churchill e o Roosevelt... &quot;;o)))
Trata-se, é claro, de apropriações nacionalistas de tradições antigas (e, nesse aspecto, o Japão está longe de ser um caso único), mas o certo é que muitas destas histórias têm uma inegável dimensão político-ideológica e constituem, por isso, um interessante objecto de estudo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Obrigada, Miguel. Não me lembro dessa história, mas, sim, é verdade que alguns dos monstros que aparecem nas mukashibanashi não são inteiramente maus&#8230; A maior parte, porém, parece querer simbolizar aquilo que na tradição japonesa - em grande medida por influência do xintoísmo - é tido por «impuro». Uma das lendas mais curiosas a esse respeito é a de Momotaro, o Rapaz-Pêssego (http://www.youtube.com/watch?v=dcgI82MLKqQ). Momotaro nasce de um pêssego e é criado por um casal de velhos camponeses, tornando-se num herói decidido e corajoso, que repele sem medo os demónios (oni) que regularmente invadem e pilham a aldeia. A certa altura, Momotaro constitui um pequeno exército e invade a ilha dos oni (Onigashima), infligindo-lhes uma pesada derrota e obrigando-os a devolver as pilhagens&#8230;<br />
Esta lenda é ainda hoje lida por muitos como uma alegoria do imperialismo e militarismo do Japão, em que os oni corporizam o estrangeiro que ameaça a integridade e pureza da nação. Durante a Segunda Guerra a história aparecia nos manuais escolares e constituía leitura obrigatória para as crianças japonesas. Em alguns cartoons, os oni eram apresentados como o Churchill e o Roosevelt&#8230; &#8220;;o)))<br />
Trata-se, é claro, de apropriações nacionalistas de tradições antigas (e, nesse aspecto, o Japão está longe de ser um caso único), mas o certo é que muitas destas histórias têm uma inegável dimensão político-ideológica e constituem, por isso, um interessante objecto de estudo.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Miguel Madeira</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/04/30/422/#comment-3336</link>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 13:49:12 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/04/30/422/#comment-3336</guid>
					<description>&quot;mas ninguém referiu, hélas, qualquer memória mais marcante evocada por essas histórias.&quot;

o único que eu me lembro era a de um monstro do pantano que foi capturado pelos camponeses (que ele costumava afogar, parece-me) e posto numa espécie de paliçada.

Entretanto, houve uma enorme seca e os camponeses puseram-se a rezar para que chuvesse (e o monstro também).

Finalmente choveu e os camponeses subiram à paliçada e encontraram o monstro morto, em posição de reza.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>&#8220;mas ninguém referiu, hélas, qualquer memória mais marcante evocada por essas histórias.&#8221;</p>
	<p>o único que eu me lembro era a de um monstro do pantano que foi capturado pelos camponeses (que ele costumava afogar, parece-me) e posto numa espécie de paliçada.</p>
	<p>Entretanto, houve uma enorme seca e os camponeses puseram-se a rezar para que chuvesse (e o monstro também).</p>
	<p>Finalmente choveu e os camponeses subiram à paliçada e encontraram o monstro morto, em posição de reza.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
</channel>
</rss>
