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	<title>Comments on: Reduzir o IVA para 20% não é uma medida eleitoralista e pode ser um passo para restabelecer a confiança no Estado português</title>
	<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/03/29/reduzir-o-iva-para-20-nao-e-uma-medida-eleitoralista-e-uma-forma-de-restabelecer-a-confianca-no-estado-portugues/</link>
	<description>blogue de Luís Aguiar-Conraria, de Daniela Kato e de Fernando Alexandre</description>
	<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 13:11:06 +0000</pubDate>
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		<title>by: rui fonseca</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/03/29/reduzir-o-iva-para-20-nao-e-uma-medida-eleitoralista-e-uma-forma-de-restabelecer-a-confianca-no-estado-portugues/#comment-3231</link>
		<pubDate>Mon, 31 Mar 2008 15:45:31 +0100</pubDate>
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					<description>Permitam-me a extensão do comentário mas é &quot;copy-paste&quot; do que escrevi sobre o assunto nas minhas palavras cruzadas, e que discordam desta análise sem colocar essa discordância na apreciação das intenções do governo para além das consequências económicas da sua decisão.
SEQUELAS DA ANESTESIA 

Em países onde a consciência cívica está mais desperta, as obrigações fiscais são mais cumpridas mas as exigências de transparência das actividades do Estado também são mais evidentes no dia a dia dos cidadãos.
.
Nesses países, as facturas dos restaurantes, como de quaisquer outras compras de bens ou serviços, são apresentadas sem que os compradores as solicitem. Por outro lado, as facturas explicitam sempre o imposto liquidado, acrescentando-o ao valor da compra. Nas cartas dos restaurantes os preços indicados são preços antes de impostos, em todas as lojas a prática é a mesma. Obrigatoriamente, a mesma. Quando há lugar à liquidação de mais que um imposto (casos de impostos federais e estaduais, ou estaduais e municipais) a cada um deles corresponde uma linha de inscrição na factura.
.
O cidadão, consumidor e contribuinte, é, deste modo permanentemente informado do valor de compra do produto ou serviço e dos impostos que lhe estão associados. Quando ocorre uma subida da taxa dos impostos, o cidadão verá essa subida reflectida de forma explícita na factura. Se, inversamente, o governo decidiu baixar os impostos, essa decisão é visível a partir do momento em que se torna efectiva.
.
Nada disto acontece em Portugal, vá lá saber-se porquê. 
.
Provavelmente, uma das razões é este hábito ancestral que se impregnou no nosso ADN cívico que determina a nossa propensão para abrandar costumes e desculpar safadezas, segregando os governos as idiossincrasias das sociedades que os elegem.
.
A notícia da redução do IVA, a partir de Julho, anunciada ontem, não terá impacto que se veja na economia. Escrevi isso ontem e, se volto a repeti-lo, é porque me faltou acrescentar a principal razão pela qual uma redução escassa, que por esse motivo não poderia ter efeitos significativos, no máximo 1%, acabará por ter uma incidência tendencialmente nula nos preços. 
.
Essa razão é a anestesia fiscal, uma prática corrente desde sempre praticada em Portugal em larga escala. O governo (este e todos os outros que o antecederam) sente-se confortado com o facto de subtrair aos contribuintes a informação dos impostos indirectos que lhes cobra. Os pacientes são deste modo sujeitos a uma anestesia que não lhes permite ter consciência da tributação indirecta a que estão sujeitos. Se o imposto aumenta, a sua percepção desse aumento é nula ou quase nula.
.
Ocorrendo uma redução de imposto, magra, sem explicitação do imposto nas facturas (que muitas vezes não são passadas sequer pelo fornecedor) o consumidor/contribuinte continua a ver navios.
.
E a redução, magra, é retida algures não chegando ao bolso de quem era esperado chegasse.
Em face disto o que dizem as oposições: Que a decisão foi inoportuna, foi tardia, é inconsequente, é demagógica. E mais não dizem. Porque não sabem? Talvez não saibam. Ao principal partido da oposição, contudo, não lhe convém acabar com a anestesia.


</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Permitam-me a extensão do comentário mas é &#8220;copy-paste&#8221; do que escrevi sobre o assunto nas minhas palavras cruzadas, e que discordam desta análise sem colocar essa discordância na apreciação das intenções do governo para além das consequências económicas da sua decisão.<br />
SEQUELAS DA ANESTESIA </p>
	<p>Em países onde a consciência cívica está mais desperta, as obrigações fiscais são mais cumpridas mas as exigências de transparência das actividades do Estado também são mais evidentes no dia a dia dos cidadãos.<br />
.<br />
Nesses países, as facturas dos restaurantes, como de quaisquer outras compras de bens ou serviços, são apresentadas sem que os compradores as solicitem. Por outro lado, as facturas explicitam sempre o imposto liquidado, acrescentando-o ao valor da compra. Nas cartas dos restaurantes os preços indicados são preços antes de impostos, em todas as lojas a prática é a mesma. Obrigatoriamente, a mesma. Quando há lugar à liquidação de mais que um imposto (casos de impostos federais e estaduais, ou estaduais e municipais) a cada um deles corresponde uma linha de inscrição na factura.<br />
.<br />
O cidadão, consumidor e contribuinte, é, deste modo permanentemente informado do valor de compra do produto ou serviço e dos impostos que lhe estão associados. Quando ocorre uma subida da taxa dos impostos, o cidadão verá essa subida reflectida de forma explícita na factura. Se, inversamente, o governo decidiu baixar os impostos, essa decisão é visível a partir do momento em que se torna efectiva.<br />
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Nada disto acontece em Portugal, vá lá saber-se porquê.<br />
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Provavelmente, uma das razões é este hábito ancestral que se impregnou no nosso ADN cívico que determina a nossa propensão para abrandar costumes e desculpar safadezas, segregando os governos as idiossincrasias das sociedades que os elegem.<br />
.<br />
A notícia da redução do IVA, a partir de Julho, anunciada ontem, não terá impacto que se veja na economia. Escrevi isso ontem e, se volto a repeti-lo, é porque me faltou acrescentar a principal razão pela qual uma redução escassa, que por esse motivo não poderia ter efeitos significativos, no máximo 1%, acabará por ter uma incidência tendencialmente nula nos preços.<br />
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Essa razão é a anestesia fiscal, uma prática corrente desde sempre praticada em Portugal em larga escala. O governo (este e todos os outros que o antecederam) sente-se confortado com o facto de subtrair aos contribuintes a informação dos impostos indirectos que lhes cobra. Os pacientes são deste modo sujeitos a uma anestesia que não lhes permite ter consciência da tributação indirecta a que estão sujeitos. Se o imposto aumenta, a sua percepção desse aumento é nula ou quase nula.<br />
.<br />
Ocorrendo uma redução de imposto, magra, sem explicitação do imposto nas facturas (que muitas vezes não são passadas sequer pelo fornecedor) o consumidor/contribuinte continua a ver navios.<br />
.<br />
E a redução, magra, é retida algures não chegando ao bolso de quem era esperado chegasse.<br />
Em face disto o que dizem as oposições: Que a decisão foi inoportuna, foi tardia, é inconsequente, é demagógica. E mais não dizem. Porque não sabem? Talvez não saibam. Ao principal partido da oposição, contudo, não lhe convém acabar com a anestesia.
</p>
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	<item>
		<title>by: Tarzan</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/03/29/reduzir-o-iva-para-20-nao-e-uma-medida-eleitoralista-e-uma-forma-de-restabelecer-a-confianca-no-estado-portugues/#comment-3230</link>
		<pubDate>Mon, 31 Mar 2008 15:45:14 +0100</pubDate>
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					<description>Essa da descida do IVA ser um bálsamo para as margens das empresas é que não atingi.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Essa da descida do IVA ser um bálsamo para as margens das empresas é que não atingi.
</p>
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	<item>
		<title>by: Waldek</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/03/29/reduzir-o-iva-para-20-nao-e-uma-medida-eleitoralista-e-uma-forma-de-restabelecer-a-confianca-no-estado-portugues/#comment-3229</link>
		<pubDate>Mon, 31 Mar 2008 12:30:28 +0100</pubDate>
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					<description>Excelente posta.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Excelente posta.
</p>
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	<item>
		<title>by: Fernando Alexandre</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/03/29/reduzir-o-iva-para-20-nao-e-uma-medida-eleitoralista-e-uma-forma-de-restabelecer-a-confianca-no-estado-portugues/#comment-3226</link>
		<pubDate>Sat, 29 Mar 2008 17:33:31 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/03/29/reduzir-o-iva-para-20-nao-e-uma-medida-eleitoralista-e-uma-forma-de-restabelecer-a-confianca-no-estado-portugues/#comment-3226</guid>
					<description>Tem razão, o título deve ser 
&quot;Reduzir o IVA para 20% não é uma medida eleitoralista e pode ser um passo para restabelecer a confiança no Estado português&quot;.
Eu não tenho certezas sobre as intenções do Governo com esta descida do IVA, mas gostava que coincidissem com a minha leitura acima apresentada. É evidente que se as intenções do Governo forem eleitoralistas o 1º e o 3º argumento perdem parte do efeito. O 2º pode conctinuar a valer porque as empresas vão sentir alguma pressão pública para não aumentarem os preços, ainda que a subida dos custos o possa justificar. </description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Tem razão, o título deve ser<br />
&#8220;Reduzir o IVA para 20% não é uma medida eleitoralista e pode ser um passo para restabelecer a confiança no Estado português&#8221;.<br />
Eu não tenho certezas sobre as intenções do Governo com esta descida do IVA, mas gostava que coincidissem com a minha leitura acima apresentada. É evidente que se as intenções do Governo forem eleitoralistas o 1º e o 3º argumento perdem parte do efeito. O 2º pode conctinuar a valer porque as empresas vão sentir alguma pressão pública para não aumentarem os preços, ainda que a subida dos custos o possa justificar.
</p>
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	<item>
		<title>by: Ex-Anónimo</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/03/29/reduzir-o-iva-para-20-nao-e-uma-medida-eleitoralista-e-uma-forma-de-restabelecer-a-confianca-no-estado-portugues/#comment-3225</link>
		<pubDate>Sat, 29 Mar 2008 15:06:21 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/03/29/reduzir-o-iva-para-20-nao-e-uma-medida-eleitoralista-e-uma-forma-de-restabelecer-a-confianca-no-estado-portugues/#comment-3225</guid>
					<description>O seu &quot;esclarecimento&quot; final entra em contradição com o título do texto...</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>O seu &#8220;esclarecimento&#8221; final entra em contradição com o título do texto&#8230;
</p>
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