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	<title>Comments on: A recessão da economia portuguesa: uma questão semântica?</title>
	<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/03/07/a-recessao-da-economia-portuguesa-uma-questao-semantica/</link>
	<description>blogue de Luís Aguiar-Conraria, de Fernando Alexandre e de Cristóvão de Aguiar</description>
	<pubDate>Sat, 05 Dec 2009 02:31:03 +0000</pubDate>
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	<item>
		<title>by: Vasco Gabriel</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/03/07/a-recessao-da-economia-portuguesa-uma-questao-semantica/#comment-3146</link>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 15:02:06 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/03/07/a-recessao-da-economia-portuguesa-uma-questao-semantica/#comment-3146</guid>
					<description>Boa serie de posts. Uma adenda apenas: outra forma de interpretar o outpur gap e pensa-lo como a diferenca entre o produto efectivo e o produto potencial que seria atingido numa situacao de precos flexiveis, ou seja, o gap da-nos uma medida da &quot;rigidez&quot; de precos. Essa rigidez advem do nivel de imperfeicoes no funcionamento dos mercados, como os exemplos referidos pelo Bruno.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Boa serie de posts. Uma adenda apenas: outra forma de interpretar o outpur gap e pensa-lo como a diferenca entre o produto efectivo e o produto potencial que seria atingido numa situacao de precos flexiveis, ou seja, o gap da-nos uma medida da &#8220;rigidez&#8221; de precos. Essa rigidez advem do nivel de imperfeicoes no funcionamento dos mercados, como os exemplos referidos pelo Bruno.
</p>
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	<item>
		<title>by: Vasco Gabriel</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/03/07/a-recessao-da-economia-portuguesa-uma-questao-semantica/#comment-3145</link>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 12:53:31 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/03/07/a-recessao-da-economia-portuguesa-uma-questao-semantica/#comment-3145</guid>
					<description>estou a tentar comentar, mas parece que nao gostam de mim</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>estou a tentar comentar, mas parece que nao gostam de mim
</p>
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	<item>
		<title>by: Luís Lavoura</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/03/07/a-recessao-da-economia-portuguesa-uma-questao-semantica/#comment-3143</link>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 10:51:16 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/03/07/a-recessao-da-economia-portuguesa-uma-questao-semantica/#comment-3143</guid>
					<description>Penso que a definição de &quot;recessão&quot; deveria ter em conta, não apenas o crescimento da economia (do Produto Interno Bruto), mas também o crescimento da população.

Ou seja, aquilo que deveria contar para uma recessão deveria ser o PIB per capita.

De facto, uma economia na qual a população está em crescimento tem obrigação de crescer também, por pouco que seja, devido a esse facto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Penso que a definição de &#8220;recessão&#8221; deveria ter em conta, não apenas o crescimento da economia (do Produto Interno Bruto), mas também o crescimento da população.</p>
	<p>Ou seja, aquilo que deveria contar para uma recessão deveria ser o PIB per capita.</p>
	<p>De facto, uma economia na qual a população está em crescimento tem obrigação de crescer também, por pouco que seja, devido a esse facto.
</p>
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	<item>
		<title>by: Fernando Alexandre</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/03/07/a-recessao-da-economia-portuguesa-uma-questao-semantica/#comment-3136</link>
		<pubDate>Sun, 09 Mar 2008 11:23:01 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/03/07/a-recessao-da-economia-portuguesa-uma-questao-semantica/#comment-3136</guid>
					<description>Penso que só quer dizer mesmo que as estimativas do produto potencial podem ser muito díspares e, por isso, os economistas criticaram muito a inclusão no PEC revisto da definição de recessão utilizada por Miguel Cadilhe.
O conceito de produto potencial permite essencialmente funcionar como indicador do nível de utilização da capacidade produtiva instalada no país e das pressões inflacionistas que daí podem resultar. O pleno emprego para os economistas não é uma taxa de desemprego de 0%, mas sim o desemprego expurgado da sua componente cíclica. </description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Penso que só quer dizer mesmo que as estimativas do produto potencial podem ser muito díspares e, por isso, os economistas criticaram muito a inclusão no PEC revisto da definição de recessão utilizada por Miguel Cadilhe.<br />
O conceito de produto potencial permite essencialmente funcionar como indicador do nível de utilização da capacidade produtiva instalada no país e das pressões inflacionistas que daí podem resultar. O pleno emprego para os economistas não é uma taxa de desemprego de 0%, mas sim o desemprego expurgado da sua componente cíclica.
</p>
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	<item>
		<title>by: JLS</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/03/07/a-recessao-da-economia-portuguesa-uma-questao-semantica/#comment-3133</link>
		<pubDate>Sun, 09 Mar 2008 07:54:02 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/03/07/a-recessao-da-economia-portuguesa-uma-questao-semantica/#comment-3133</guid>
					<description>Apenas tive uma formação muito ténue no assunto, por isso considero-me um leigo no que à economia diz respeito.
Fiquei com uma dúvida, quando menciona essa tal teoria:
«isto é, se a economia portuguesa estivesse numa trajectória de crescimento com pleno emprego. Estimativas num trabalho de investigadores do Banco de Portugal indicam que entre 2001 e 2005 o produto potencial português variou entre 1 e 1,5%. Mas com uma taxa de desemprego de 8% não estamos certamente numa situação de pleno emprego.»

Isto significa que só não haverá recessão se o emprego não só for de 0%, mas também existir criação de emprego para além disso (ou, doutro modo, um aumento do nº de emprego em termos absolutos)?</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Apenas tive uma formação muito ténue no assunto, por isso considero-me um leigo no que à economia diz respeito.<br />
Fiquei com uma dúvida, quando menciona essa tal teoria:<br />
«isto é, se a economia portuguesa estivesse numa trajectória de crescimento com pleno emprego. Estimativas num trabalho de investigadores do Banco de Portugal indicam que entre 2001 e 2005 o produto potencial português variou entre 1 e 1,5%. Mas com uma taxa de desemprego de 8% não estamos certamente numa situação de pleno emprego.»</p>
	<p>Isto significa que só não haverá recessão se o emprego não só for de 0%, mas também existir criação de emprego para além disso (ou, doutro modo, um aumento do nº de emprego em termos absolutos)?
</p>
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	<item>
		<title>by: Bruno</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/03/07/a-recessao-da-economia-portuguesa-uma-questao-semantica/#comment-3127</link>
		<pubDate>Sat, 08 Mar 2008 16:27:16 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2008/03/07/a-recessao-da-economia-portuguesa-uma-questao-semantica/#comment-3127</guid>
					<description>Excelente post!

Concordo: seria bom se pudéssemos resolver as nossas fragilidades com algum fine-tuning macroeconómico (isto sem prejuízo da utilidade de curto prazo que o mesmo possa ter, quando usado q.b. e em contraciclo -- e admitindo que a situação financeira do Estado o permite). 

Mas a raiz dos problemas, como se sabe, é bem mais funda. Radicará algures no funcionamento do mercado de trabalho, no baixo capital humano, na falta de concorrência em alguns mercados, no baixo investimento em I&amp;amp;D, na lentidão da burocracia &amp;amp; justiça, etc. É verdade que tem havido progressos significativos nestas áreas (à excepção tavez do mercado do trabalho) -- mas é preciso mais.   </description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Excelente post!</p>
	<p>Concordo: seria bom se pudéssemos resolver as nossas fragilidades com algum fine-tuning macroeconómico (isto sem prejuízo da utilidade de curto prazo que o mesmo possa ter, quando usado q.b. e em contraciclo &#8212; e admitindo que a situação financeira do Estado o permite). </p>
	<p>Mas a raiz dos problemas, como se sabe, é bem mais funda. Radicará algures no funcionamento do mercado de trabalho, no baixo capital humano, na falta de concorrência em alguns mercados, no baixo investimento em I&amp;D, na lentidão da burocracia &amp; justiça, etc. É verdade que tem havido progressos significativos nestas áreas (à excepção tavez do mercado do trabalho) &#8212; mas é preciso mais.
</p>
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