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	<title>Comments on: Provincianismo</title>
	<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/</link>
	<description>blogue de Luís Aguiar-Conraria, de Fernando Alexandre e de Cristóvão de Aguiar</description>
	<pubDate>Sat, 05 Dec 2009 02:44:35 +0000</pubDate>
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	<item>
		<title>by: Artur Rodrigues</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2514</link>
		<pubDate>Wed, 07 Nov 2007 14:57:11 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2514</guid>
					<description>Antes que alguém me acuse de ser &quot;anti-lisboeta&quot;, considero Lisboa uma das mais belas cidades do mundo (e já conheço algumas). Não posso, no entanto, deixar de dizer que alguns (repito alguns) dos lisboetas que conheci são tão provincianos como o Filipe Moura. Lembro-me, a título de exemplo, de uma colega lisboeta que, numa acção de formação em Lisboa, me disse: &quot;como é que vocês conseguem viver no Porto sem metro?&quot; Naquele tempo metro era símbolo de civilização...

Queria apenas chamar a atenção para o papel da comunicação social, em particular a televisão, em todo este provincianismo: (quase) só é noticia o que se passa no Terreiro do Paço, o resto é... &quot;província&quot;. Atropelamentos, radares (o país saberá que os há no Porto há muito mais tempo?) e podia continuar com uma lista imensa...

É mais ou mesmo o que se passa com os jornais desportivos e o Benfica...</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Antes que alguém me acuse de ser &#8220;anti-lisboeta&#8221;, considero Lisboa uma das mais belas cidades do mundo (e já conheço algumas). Não posso, no entanto, deixar de dizer que alguns (repito alguns) dos lisboetas que conheci são tão provincianos como o Filipe Moura. Lembro-me, a título de exemplo, de uma colega lisboeta que, numa acção de formação em Lisboa, me disse: &#8220;como é que vocês conseguem viver no Porto sem metro?&#8221; Naquele tempo metro era símbolo de civilização&#8230;</p>
	<p>Queria apenas chamar a atenção para o papel da comunicação social, em particular a televisão, em todo este provincianismo: (quase) só é noticia o que se passa no Terreiro do Paço, o resto é&#8230; &#8220;província&#8221;. Atropelamentos, radares (o país saberá que os há no Porto há muito mais tempo?) e podia continuar com uma lista imensa&#8230;</p>
	<p>É mais ou mesmo o que se passa com os jornais desportivos e o Benfica&#8230;
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Sofia</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2510</link>
		<pubDate>Wed, 07 Nov 2007 12:17:08 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2510</guid>
					<description>Tipico de quem fala, comenta e critica (desmesuradamente) sem ter a minima noção e conhecimento do que e sobre o que está a falar. Reacção tipica do nativo lisboeta.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Tipico de quem fala, comenta e critica (desmesuradamente) sem ter a minima noção e conhecimento do que e sobre o que está a falar. Reacção tipica do nativo lisboeta.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: LPedroMachado</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2509</link>
		<pubDate>Wed, 07 Nov 2007 02:02:22 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2509</guid>
					<description>«olha que antes chamarem-me “caloiro” do que “provinciano”»

«quem nasce na Provincia diz-se provinciano»

(Filipe Moura)

Ou seja, para este parolo, não nascer em Lisboa é, mais do que um facto, um insulto. Este gajo, além de parolo, é burro: factos não são opiniões.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>«olha que antes chamarem-me “caloiro” do que “provinciano”»</p>
	<p>«quem nasce na Provincia diz-se provinciano»</p>
	<p>(Filipe Moura)</p>
	<p>Ou seja, para este parolo, não nascer em Lisboa é, mais do que um facto, um insulto. Este gajo, além de parolo, é burro: factos não são opiniões.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: LA-C</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2508</link>
		<pubDate>Tue, 06 Nov 2007 20:49:16 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2508</guid>
					<description>&quot;sem preconceitos antilisboetas&quot;

Já agora, só uma pergunta, onde é que viste no meu post preconceitos anti-lisboetas? Eu que já vivi em Lisboa e que não ponho de parte a hipótese de lá voltar a viver. Neste post, apenas falei de um lisboeta, tu mesmo, e, vá lá, em alguns dos meus colegas e amigos do IGCP. Já agora, outros colegas houve que me deram os parabéns por ir para a Univ do Minho, que, e lembro-me bem das palavras da Filomena Oliveira, &quot;é a universidade mais dinâmica do país&quot; (desconte-se o exagero motivado pela amizade...), ou das palavras de Eugénia, que me fez as primeiras descrições vivas da cidade.

Finalmente, não gostei que no teu post de resposta a este, escrevesses que eu tinha insinuado coisas a teu respeito. Insinuação é dizer que alguém é um satélite de outrem, eu não fiz nenhuma insinuação, fui muito claro no que escrevi e nas palavras que te dirigi.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>&#8220;sem preconceitos antilisboetas&#8221;</p>
	<p>Já agora, só uma pergunta, onde é que viste no meu post preconceitos anti-lisboetas? Eu que já vivi em Lisboa e que não ponho de parte a hipótese de lá voltar a viver. Neste post, apenas falei de um lisboeta, tu mesmo, e, vá lá, em alguns dos meus colegas e amigos do IGCP. Já agora, outros colegas houve que me deram os parabéns por ir para a Univ do Minho, que, e lembro-me bem das palavras da Filomena Oliveira, &#8220;é a universidade mais dinâmica do país&#8221; (desconte-se o exagero motivado pela amizade&#8230;), ou das palavras de Eugénia, que me fez as primeiras descrições vivas da cidade.</p>
	<p>Finalmente, não gostei que no teu post de resposta a este, escrevesses que eu tinha insinuado coisas a teu respeito. Insinuação é dizer que alguém é um satélite de outrem, eu não fiz nenhuma insinuação, fui muito claro no que escrevi e nas palavras que te dirigi.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: LA-C</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2507</link>
		<pubDate>Tue, 06 Nov 2007 20:42:24 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2507</guid>
					<description>&quot;olha que antes chamarem-me “caloiro” do que “provinciano”&quot;

Então assumes que provinciano é um insulto. óptimo. Então deixa-me lembrar-te uma passagem aqui do Jaime Ventura: &quot;Quem nasce em Lisboa diz-se lisboeta; quem nasce na Provincia diz-se provinciano&quot;.
Quanto à ignorância sobre o resto do país está bem espelhada neste trecho: &quot;um meio rural como o de Braga&quot;...
Reparo também que Jaime Ventura escreve ainda &quot;a praxe deixaria de existir se fossem dadas outras oportunidades de acolhimento aos ditos estudantes provincianos&quot;

Ou seja, e sem margem para dúvidas, vocês associam a provinciano a não lisboeta. Eu pensei que o Jaime Ventura estava a gozar contigo e estivesse a ser irónico ou sarcástico, mas não afinal vocês são mesmo assim.
Leiam o comentário do Aníbal Figueira e aprendam. Provinciano não é quem vai estudar para Lisboa. Provinciano é quem julga os outros pela bitola das suas minúsculas fronteiras.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>&#8220;olha que antes chamarem-me “caloiro” do que “provinciano”&#8221;</p>
	<p>Então assumes que provinciano é um insulto. óptimo. Então deixa-me lembrar-te uma passagem aqui do Jaime Ventura: &#8220;Quem nasce em Lisboa diz-se lisboeta; quem nasce na Provincia diz-se provinciano&#8221;.<br />
Quanto à ignorância sobre o resto do país está bem espelhada neste trecho: &#8220;um meio rural como o de Braga&#8221;&#8230;<br />
Reparo também que Jaime Ventura escreve ainda &#8220;a praxe deixaria de existir se fossem dadas outras oportunidades de acolhimento aos ditos estudantes provincianos&#8221;</p>
	<p>Ou seja, e sem margem para dúvidas, vocês associam a provinciano a não lisboeta. Eu pensei que o Jaime Ventura estava a gozar contigo e estivesse a ser irónico ou sarcástico, mas não afinal vocês são mesmo assim.<br />
Leiam o comentário do Aníbal Figueira e aprendam. Provinciano não é quem vai estudar para Lisboa. Provinciano é quem julga os outros pela bitola das suas minúsculas fronteiras.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Filipe Moura</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2506</link>
		<pubDate>Tue, 06 Nov 2007 19:54:33 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2506</guid>
					<description>O comentário do Jaime Ventura é muito bom e demonstra que entendeu onde eu queria chegar, sem preconceitos antilisboetas (que é o que há mais no norte, principalmente no Porto). O Jaime entendeu-me muito bem e não me fez maldade nenhuma. Chamou-me &quot;caloiro&quot;, sim, mas olha que antes chamarem-me &quot;caloiro&quot; do que &quot;provinciano&quot;, &quot;ignorante do resto do país&quot; ou &quot;incapaz de passar a sua minúscula fronteira&quot;. Obrigado, Jaime!</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>O comentário do Jaime Ventura é muito bom e demonstra que entendeu onde eu queria chegar, sem preconceitos antilisboetas (que é o que há mais no norte, principalmente no Porto). O Jaime entendeu-me muito bem e não me fez maldade nenhuma. Chamou-me &#8220;caloiro&#8221;, sim, mas olha que antes chamarem-me &#8220;caloiro&#8221; do que &#8220;provinciano&#8221;, &#8220;ignorante do resto do país&#8221; ou &#8220;incapaz de passar a sua minúscula fronteira&#8221;. Obrigado, Jaime!
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: LA-C</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2503</link>
		<pubDate>Tue, 06 Nov 2007 18:34:01 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2503</guid>
					<description>Jaime Ventura,
Leio a defesa que faz do Filipe Moura e fico sem saber como reagir. Este comentário que escreveu é a sério ou é apenas uma maldade que está a fazer ao Filipe?</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Jaime Ventura,<br />
Leio a defesa que faz do Filipe Moura e fico sem saber como reagir. Este comentário que escreveu é a sério ou é apenas uma maldade que está a fazer ao Filipe?
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Jaime Ventura</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2501</link>
		<pubDate>Tue, 06 Nov 2007 18:23:58 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2501</guid>
					<description>Nunca comentei no seu blogue que muito aprecio, mas urge desta vez defender o Filipe, mesmo se para tal se abandonar o politicamente correcto. 

Quem nasce em Lisboa diz-se lisboeta; quem nasce na Provincia diz-se provinciano; dar a tal adjectivo valor prejurativo cabe a cada qual e Filipe fica longe de o fazer. Quando o Luis chegou um meio rural como o de Braga decerto se sentiu inadaptado, pelo menos na primeira semana. O mesmo sucede a muitos e muitas jovens que, chegando da Provincia a Lisboa, encontram nas praxes forma de se integrarem mais rapidamente. Factos.

Mais, o Filipe fica muito longe de dizer que a praxis constitui algo de reprovavel pelo facto de ser cultivada por gente de fora de Lisboa. Ele 
diz apenas que a praxe deixaria de existir se fossem dadas outras oportunidades de acolhimentoi aos ditos estudantes provincianos. Vejo isto como correcto.

Articulo igualmente um repto aos regionalistas inflamados que malham a bom malhar no (caloiro)Filipe. Os porblemas nacionais discutem-se no parlamento nacional: porque temem tanto vir a Lisboa e trazer a lume todos esses queixumes? Venham, aproveitem e contem aos vossos amigos de Braga o que viram. Pode ser que comecem a gostar mais da capital... 
</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Nunca comentei no seu blogue que muito aprecio, mas urge desta vez defender o Filipe, mesmo se para tal se abandonar o politicamente correcto. </p>
	<p>Quem nasce em Lisboa diz-se lisboeta; quem nasce na Provincia diz-se provinciano; dar a tal adjectivo valor prejurativo cabe a cada qual e Filipe fica longe de o fazer. Quando o Luis chegou um meio rural como o de Braga decerto se sentiu inadaptado, pelo menos na primeira semana. O mesmo sucede a muitos e muitas jovens que, chegando da Provincia a Lisboa, encontram nas praxes forma de se integrarem mais rapidamente. Factos.</p>
	<p>Mais, o Filipe fica muito longe de dizer que a praxis constitui algo de reprovavel pelo facto de ser cultivada por gente de fora de Lisboa. Ele<br />
diz apenas que a praxe deixaria de existir se fossem dadas outras oportunidades de acolhimentoi aos ditos estudantes provincianos. Vejo isto como correcto.</p>
	<p>Articulo igualmente um repto aos regionalistas inflamados que malham a bom malhar no (caloiro)Filipe. Os porblemas nacionais discutem-se no parlamento nacional: porque temem tanto vir a Lisboa e trazer a lume todos esses queixumes? Venham, aproveitem e contem aos vossos amigos de Braga o que viram. Pode ser que comecem a gostar mais da capital&#8230;
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: LA-C</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2500</link>
		<pubDate>Tue, 06 Nov 2007 18:12:17 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2500</guid>
					<description>Já agora, permitam-me apontar com orgulho, o Aníbal Figueira foi meu aluno.
E tem toda a razão na destrinça que faz entre provinciano e provincial.
Acrescento mais uma acha, com bastante orgulho, o cosmopolitismo de uma universidade vê-se não pelas origens dos seus alunos, mas sim pelos seus destinos, como tão bem ilustra o Aníbal Figueira.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Já agora, permitam-me apontar com orgulho, o Aníbal Figueira foi meu aluno.<br />
E tem toda a razão na destrinça que faz entre provinciano e provincial.<br />
Acrescento mais uma acha, com bastante orgulho, o cosmopolitismo de uma universidade vê-se não pelas origens dos seus alunos, mas sim pelos seus destinos, como tão bem ilustra o Aníbal Figueira.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: António</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2499</link>
		<pubDate>Tue, 06 Nov 2007 18:05:11 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2499</guid>
					<description>provincianismo é gostar de ouvir os gato fedorento fazerem piadas regionalistas... ah, mas esses são de lisboa. balha-me Deus, que pacóvios que estes são!!</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>provincianismo é gostar de ouvir os gato fedorento fazerem piadas regionalistas&#8230; ah, mas esses são de lisboa. balha-me Deus, que pacóvios que estes são!!
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Pedro Menezes Simoes</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2498</link>
		<pubDate>Tue, 06 Nov 2007 16:07:44 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2498</guid>
					<description>Bom texto. Republiquei no http://norteamos.blogspot.com</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Bom texto. Republiquei no <a href='http://norteamos.blogspot.com' rel='nofollow'>http://norteamos.blogspot.com</a>
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: LA-C</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2497</link>
		<pubDate>Tue, 06 Nov 2007 16:02:26 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2497</guid>
					<description>Caro Snow
A ideia que tenho é que foi em meados dos anos 80 que a praxe se reavivou em Coimbra. Penso que em Coimbra ela nunca se terá apagado, mas a seguir ao 25 de Abril era visto como um resquício salazarento. Foi só nos anos 80 e 90 que voltou com pujança.
Eu, em Coimbra, não me posso queixar, Nunca fui praxista e não precisei de me declarar anti-praxe, ou outra palhaçada do género, para que me deixassem em paz enquanto caloiro.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Caro Snow<br />
A ideia que tenho é que foi em meados dos anos 80 que a praxe se reavivou em Coimbra. Penso que em Coimbra ela nunca se terá apagado, mas a seguir ao 25 de Abril era visto como um resquício salazarento. Foi só nos anos 80 e 90 que voltou com pujança.<br />
Eu, em Coimbra, não me posso queixar, Nunca fui praxista e não precisei de me declarar anti-praxe, ou outra palhaçada do género, para que me deixassem em paz enquanto caloiro.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Snow</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2496</link>
		<pubDate>Tue, 06 Nov 2007 15:57:33 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2496</guid>
					<description>&quot;Penso que não é o caso - a praxe desapareceu nos anos 60 e foi restaurada nos 80, portanto não é algo que se mantenha por “força do hábito”&quot;

Isto não é verdade. O meu pai esteve em Coimbra e Porto nos finais de 60 e inícios de 70, e esteve na praxe.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>&#8220;Penso que não é o caso - a praxe desapareceu nos anos 60 e foi restaurada nos 80, portanto não é algo que se mantenha por “força do hábito”&#8221;</p>
	<p>Isto não é verdade. O meu pai esteve em Coimbra e Porto nos finais de 60 e inícios de 70, e esteve na praxe.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Aníbal Figueira</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2494</link>
		<pubDate>Mon, 05 Nov 2007 19:08:34 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2494</guid>
					<description>Devo confessar que esta entrada me despertou especial curiosidade. 

Depois de introduzir no Google a palavra 'provinciano' aprendi que existe uma distinção muito interessante a fazer: antes temos de considerar e distinguir provincial de provinciano.

‘Ser provinciano é uma coisa negativa. O provinciano é o homem sem perspectiva, que não conhece e não imagina nada além da pobre cerca de seu quintal. O resto do mundo não existe para ele.‘

‘Já o provincial é o homem que assume a identidade de sua província, e é capaz de confrontá-la com as outras províncias do mundo. O provincial alarga as fronteiras de sua provincialidade. O provinciano esgota-se no seu provincianismo.'

Não posso concordar mais com tal distinção!

Considero o Filipe Moura, a avaliar pelo seu artigo, um provinciano astuto… Se algum dia decidisse procurar elaborar sobre este assunto, o Filipe seria um excelente ‘case study’.

Nasci em Braga, cresci em Braga… [será que isso faz de mim um provinciano?]

Saí de casa tarde, não para Lisboa! Vivi primeiramente na capital de um país considerado 20 anos atrasado em relação a Portugal. Depois disso vivi no coração [geográfico] da Europa, num país considerado 20 anos adiantado em relação a Portugal. Pelo meio, ainda vivi no coração do Golfo Pérsico onde as diferenças são tão gritantes que não atrevo a mensurar temporalmente! 

Como bracarense, não me considero – de todo – provinciano! Sinto-me sim ‘provincialista’, mas apenas em relação ao meu país, não em relação à minha cidade ou região. Adorava dizer aos outros, ‘Portugal é um país fantástico’, e, de facto, é!

Considero-me também, preconceituoso e conservador! [Mas afinal, nós portugueses, não o somos todos?]
</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Devo confessar que esta entrada me despertou especial curiosidade. </p>
	<p>Depois de introduzir no Google a palavra &#8216;provinciano&#8217; aprendi que existe uma distinção muito interessante a fazer: antes temos de considerar e distinguir provincial de provinciano.</p>
	<p>‘Ser provinciano é uma coisa negativa. O provinciano é o homem sem perspectiva, que não conhece e não imagina nada além da pobre cerca de seu quintal. O resto do mundo não existe para ele.‘</p>
	<p>‘Já o provincial é o homem que assume a identidade de sua província, e é capaz de confrontá-la com as outras províncias do mundo. O provincial alarga as fronteiras de sua provincialidade. O provinciano esgota-se no seu provincianismo.&#8217;</p>
	<p>Não posso concordar mais com tal distinção!</p>
	<p>Considero o Filipe Moura, a avaliar pelo seu artigo, um provinciano astuto… Se algum dia decidisse procurar elaborar sobre este assunto, o Filipe seria um excelente ‘case study’.</p>
	<p>Nasci em Braga, cresci em Braga… [será que isso faz de mim um provinciano?]</p>
	<p>Saí de casa tarde, não para Lisboa! Vivi primeiramente na capital de um país considerado 20 anos atrasado em relação a Portugal. Depois disso vivi no coração [geográfico] da Europa, num país considerado 20 anos adiantado em relação a Portugal. Pelo meio, ainda vivi no coração do Golfo Pérsico onde as diferenças são tão gritantes que não atrevo a mensurar temporalmente! </p>
	<p>Como bracarense, não me considero – de todo – provinciano! Sinto-me sim ‘provincialista’, mas apenas em relação ao meu país, não em relação à minha cidade ou região. Adorava dizer aos outros, ‘Portugal é um país fantástico’, e, de facto, é!</p>
	<p>Considero-me também, preconceituoso e conservador! [Mas afinal, nós portugueses, não o somos todos?]
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Flanger</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2491</link>
		<pubDate>Sat, 03 Nov 2007 22:36:00 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2491</guid>
					<description>O Filipe Moura talvez não seja provinciano; mas parolo é seguramente.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>O Filipe Moura talvez não seja provinciano; mas parolo é seguramente.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: verónica</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2486</link>
		<pubDate>Thu, 01 Nov 2007 23:08:26 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2486</guid>
					<description>Interessante, não sabia que as praxes tinham desaparecido nos anos 60. Mas faz sentido... 

E desapareceram mesmo por completo? Ou houve algum pequeno núcleo de resistência que tenha subsequentemente aumentado a partir dos anos 80  e degenerado devido a efeitos de consaguinidade?</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Interessante, não sabia que as praxes tinham desaparecido nos anos 60. Mas faz sentido&#8230; </p>
	<p>E desapareceram mesmo por completo? Ou houve algum pequeno núcleo de resistência que tenha subsequentemente aumentado a partir dos anos 80  e degenerado devido a efeitos de consaguinidade?
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Miguel Madeira</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2485</link>
		<pubDate>Thu, 01 Nov 2007 12:57:27 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2485</guid>
					<description>&quot;Tem mais a ver com a incapacidade de por em causa os “dead ends” evolutivos.&quot;

Penso que não é o caso - a praxe desapareceu nos anos 60 e foi restaurada nos 80, portanto não é algo que se mantenha por &quot;força do hábito&quot;</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>&#8220;Tem mais a ver com a incapacidade de por em causa os “dead ends” evolutivos.&#8221;</p>
	<p>Penso que não é o caso - a praxe desapareceu nos anos 60 e foi restaurada nos 80, portanto não é algo que se mantenha por &#8220;força do hábito&#8221;
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		<title>by: verónica</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/11/01/provincianismo/#comment-2484</link>
		<pubDate>Thu, 01 Nov 2007 11:11:21 +0000</pubDate>
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					<description>Eu acho que a praxe é um resquício de tempos muito antigos. O facto de ainda hoje ser praticada nos moldes que é, não tem tanto a ver com a idade, sexo, cor, origem, destino do praxador. Tem mais a ver com a incapacidade de por em causa os &quot;dead ends&quot; evolutivos. Porquê que, por exemplo, nos nossos dias continuamos a usar talheres para o peixe qd a razão que lhes deu origem há muito se extinguiu? Aceito que as praxes tenham eventualmente tido na sua origem uma razão de existência válida, embora a desconheça por completo, mas há muito que esta se extinguiu, pelo menos nos moldes cavernícolas em que hoje se pratica. Basicamente acho que os praxadores são castradores da sua própria capacidade de questionar e reflectir sobre as razões e intenções dos seus actos. </description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Eu acho que a praxe é um resquício de tempos muito antigos. O facto de ainda hoje ser praticada nos moldes que é, não tem tanto a ver com a idade, sexo, cor, origem, destino do praxador. Tem mais a ver com a incapacidade de por em causa os &#8220;dead ends&#8221; evolutivos. Porquê que, por exemplo, nos nossos dias continuamos a usar talheres para o peixe qd a razão que lhes deu origem há muito se extinguiu? Aceito que as praxes tenham eventualmente tido na sua origem uma razão de existência válida, embora a desconheça por completo, mas há muito que esta se extinguiu, pelo menos nos moldes cavernícolas em que hoje se pratica. Basicamente acho que os praxadores são castradores da sua própria capacidade de questionar e reflectir sobre as razões e intenções dos seus actos.
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