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	<title>Comments on: O Cinismo da Ciência Económica</title>
	<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/</link>
	<description>blogue de Luís Aguiar-Conraria, de Fernando Alexandre e de Cristóvão de Aguiar</description>
	<pubDate>Sat, 05 Dec 2009 02:39:20 +0000</pubDate>
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	<item>
		<title>by: (uLA-C</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2231</link>
		<pubDate>Mon, 30 Jul 2007 18:59:23 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2231</guid>
					<description>“Cavaco + Guterres são 16 anos de democracia (metade da amostra).”

Precisamente, finalmente chegou aonde eu queria que chegasse. Se olharmos apenas para Portugal, apenas temos meia dúzia de observações. Se descontar os anos 70 (anos pós revolucionários), ficamos com meia dúzia de observações de alternância de poder. Ou seja, nenhuma inferência estatística é válida. Por isso é que lhe disse tantas vezes que tal frase é apenas um pequeno &lt;i&gt;fait-divers&lt;/i&gt;, ao qual não devia atribuir importância. (e isto apesar de conisderar que Cavaco não constitui nenhuma excepção, bem pelo contrário)
Para testar uma teoria (que é geral) precisa de observações, por isso os autores usaram a base de dados alargada a vários países europeus. Testaram uma teoria e chegaram aos resultados a que chegaram.
Daí podemos concluir que os resultados se aplicam aos políticos portugueses? A não ser que tenha algum motivo especial para o negar (como por exemplo a composição genética dos nossos políticos) não vejo porque não. Se se concluir, usando dados para outros países, que beber cerveja causa cancro da bexiga, a não ser que haja motivos fortes para o negar, partimos do princípio que em Portugal a cerveja terá o mesmo efeito. (repare que tal não invalida que depois se obtenha dados e se chegue à conclusão contrária -- seja porque a nossa cerveja é diferente, seja porque a nossa bexiga é diferente).</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>“Cavaco + Guterres são 16 anos de democracia (metade da amostra).”</p>
	<p>Precisamente, finalmente chegou aonde eu queria que chegasse. Se olharmos apenas para Portugal, apenas temos meia dúzia de observações. Se descontar os anos 70 (anos pós revolucionários), ficamos com meia dúzia de observações de alternância de poder. Ou seja, nenhuma inferência estatística é válida. Por isso é que lhe disse tantas vezes que tal frase é apenas um pequeno <i>fait-divers</i>, ao qual não devia atribuir importância. (e isto apesar de conisderar que Cavaco não constitui nenhuma excepção, bem pelo contrário)<br />
Para testar uma teoria (que é geral) precisa de observações, por isso os autores usaram a base de dados alargada a vários países europeus. Testaram uma teoria e chegaram aos resultados a que chegaram.<br />
Daí podemos concluir que os resultados se aplicam aos políticos portugueses? A não ser que tenha algum motivo especial para o negar (como por exemplo a composição genética dos nossos políticos) não vejo porque não. Se se concluir, usando dados para outros países, que beber cerveja causa cancro da bexiga, a não ser que haja motivos fortes para o negar, partimos do princípio que em Portugal a cerveja terá o mesmo efeito. (repare que tal não invalida que depois se obtenha dados e se chegue à conclusão contrária &#8212; seja porque a nossa cerveja é diferente, seja porque a nossa bexiga é diferente).
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Anonymous</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2230</link>
		<pubDate>Mon, 30 Jul 2007 18:29:56 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2230</guid>
					<description>Como se diz na minha terra, voltamos à vaca fria: o déficit de 7% com Cavaco (1991) que refere é de apenas 0.8% se analisado o saldo orçamental primário ajustado do ciclo. Sob este prisma Cavaco é tb excepção (mas, aceito, é uma questão subjectiva de escolha de indicador). Cavaco + Guterres são 16 anos de democracia (metade da amostra). Parece-me muita excepção para uma teoria...

Daqui já não vamos sair. Agradeço-lhe a paciência para o debate.

Cumprimentos,

José Mário</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Como se diz na minha terra, voltamos à vaca fria: o déficit de 7% com Cavaco (1991) que refere é de apenas 0.8% se analisado o saldo orçamental primário ajustado do ciclo. Sob este prisma Cavaco é tb excepção (mas, aceito, é uma questão subjectiva de escolha de indicador). Cavaco + Guterres são 16 anos de democracia (metade da amostra). Parece-me muita excepção para uma teoria&#8230;</p>
	<p>Daqui já não vamos sair. Agradeço-lhe a paciência para o debate.</p>
	<p>Cumprimentos,</p>
	<p>José Mário
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: LA-C</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2229</link>
		<pubDate>Mon, 30 Jul 2007 18:12:55 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2229</guid>
					<description>Meu caro, quanto a Cavaco, nao se esqueca de que com ele os defices atingiram os 7%. Independentemente disso, eu no texto disse que Guterres era uma excepcao. Lamento que nao tenha ficado claro no texto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Meu caro, quanto a Cavaco, nao se esqueca de que com ele os defices atingiram os 7%. Independentemente disso, eu no texto disse que Guterres era uma excepcao. Lamento que nao tenha ficado claro no texto.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Anonymous</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2228</link>
		<pubDate>Mon, 30 Jul 2007 17:36:53 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2228</guid>
					<description>&quot;Ja’ agora, para si nao tem significado o facto de os economistas, quando fazem trabalhos cientificos prefiram usar a divida total em vez de usar dados que sao politicamente mais faceis de manipular?&quot;

Percebo a preferência académica por um indicador menos politicamente manipulável. O que não invalida que, da sua utilização, não possam resultar conclusões simplesmente falsas. Tudo se resume, no final, a uma questão de crença. A mim, parece-me que a análise do saldo primário ciclicamente ajustado é mais correcta, não só porque corrige os efeitos de ciclo, como tb limpa os dados do peso dos juros da dívida. 

&quot;Dando de barato o facto de se dever usar a Divida Publica, em que e’ que esses numeros desmentem o que eu disse no artigo?&quot;

Dando de barato o facto de ir fazer uma análise muito simplista o que os números mostram é que no Governo Cavaco (direita) o saldo manteve-se praticamente constante entre 86 e 95 (era interessante saber o valor de 1985, ano de entrada em funções desse Governo). No Governo Guterres (esquerda) passou de um superavit de 2.1 para um déficit de -2.7 (Guterres demitiu-se em Dezembro de 2001). Recordo a sua frase no artigo do Público:   

&quot;(...)será de esperar que os governos de direita acumulem défices e que os partidos de esquerda se vejam obrigados a corrigi-los.&quot;

No caso Cavaco-Guterres não se confirma (repito, numa análise muito  simplista e directa; estou obviamente disponível para que me contrarie usando técnicas estatísticas). No resto, citando de memória, só tem 1 caso em que isso se passou: o fim da AD a que se seguiu o governo de Mário Soares. Que era, contudo, de coligação com o PSD...

Cumprimentos

José Mário</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>&#8220;Ja’ agora, para si nao tem significado o facto de os economistas, quando fazem trabalhos cientificos prefiram usar a divida total em vez de usar dados que sao politicamente mais faceis de manipular?&#8221;</p>
	<p>Percebo a preferência académica por um indicador menos politicamente manipulável. O que não invalida que, da sua utilização, não possam resultar conclusões simplesmente falsas. Tudo se resume, no final, a uma questão de crença. A mim, parece-me que a análise do saldo primário ciclicamente ajustado é mais correcta, não só porque corrige os efeitos de ciclo, como tb limpa os dados do peso dos juros da dívida. </p>
	<p>&#8220;Dando de barato o facto de se dever usar a Divida Publica, em que e’ que esses numeros desmentem o que eu disse no artigo?&#8221;</p>
	<p>Dando de barato o facto de ir fazer uma análise muito simplista o que os números mostram é que no Governo Cavaco (direita) o saldo manteve-se praticamente constante entre 86 e 95 (era interessante saber o valor de 1985, ano de entrada em funções desse Governo). No Governo Guterres (esquerda) passou de um superavit de 2.1 para um déficit de -2.7 (Guterres demitiu-se em Dezembro de 2001). Recordo a sua frase no artigo do Público:   </p>
	<p>&#8220;(&#8230;)será de esperar que os governos de direita acumulem défices e que os partidos de esquerda se vejam obrigados a corrigi-los.&#8221;</p>
	<p>No caso Cavaco-Guterres não se confirma (repito, numa análise muito  simplista e directa; estou obviamente disponível para que me contrarie usando técnicas estatísticas). No resto, citando de memória, só tem 1 caso em que isso se passou: o fim da AD a que se seguiu o governo de Mário Soares. Que era, contudo, de coligação com o PSD&#8230;</p>
	<p>Cumprimentos</p>
	<p>José Mário
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: LA-C</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2227</link>
		<pubDate>Mon, 30 Jul 2007 16:54:29 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2227</guid>
					<description>Caro Jose' Mario

Dois pontos:
1) Se quer fazer ajustamentos de ciclo deve usar todos os dados disponiveis. Os valores de 2006 vao afectar as contas dos anos anteriores. Ja' agora, para si nao tem significado o facto de os economistas, quando fazem trabalhos cientificos prefiram usar a divida total em vez de usar dados que sao politicamente mais faceis de manipular? 
2) Dando de barato o facto de se dever usar a Divida Publica, em que e' que esses numeros desmentem o que eu disse no artigo?</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Caro Jose&#8217; Mario</p>
	<p>Dois pontos:<br />
1) Se quer fazer ajustamentos de ciclo deve usar todos os dados disponiveis. Os valores de 2006 vao afectar as contas dos anos anteriores. Ja&#8217; agora, para si nao tem significado o facto de os economistas, quando fazem trabalhos cientificos prefiram usar a divida total em vez de usar dados que sao politicamente mais faceis de manipular?<br />
2) Dando de barato o facto de se dever usar a Divida Publica, em que e&#8217; que esses numeros desmentem o que eu disse no artigo?
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Anonymous</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2226</link>
		<pubDate>Mon, 30 Jul 2007 16:33:46 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2226</guid>
					<description>&quot;A tese do artigo do Público é que com partidos de direita no poder os défices aumentam&quot;

Verifico o artigo que refere. Utiliza o rácio da Dívida Total sobre o PIB. Diferente portanto do saldo orçamental primário ciclicamente ajustado. Para este (em % do PIB), os números são:

Governo Cavaco (direita):

1986: 2.3
1987: 1.2
1988: 2.2
1989: 1.5
1990: 0.2
1991: -0.8
1992: 2.2
1993: 0.7
1994: 0.9
1995: 2.1

Governo Guterres (esquerda):

1996: 1.7
1997: 1.1
1998: 0.0
1999: -0.6
2000: -1.8
2001: -2.7
2002: -1.0

Fonte: CE

Se, com estes números, chega, analiticamente, às conclusões que refere na frase acima citada, dou-lhe razão. Não foram estes os usados no estudo, mas se refez as contas... Eu manifesto a minha incapacidade para analiticamente o demonstrar. Mas que parece estranho parece... 

Cumprimentos,

José Mário</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>&#8220;A tese do artigo do Público é que com partidos de direita no poder os défices aumentam&#8221;</p>
	<p>Verifico o artigo que refere. Utiliza o rácio da Dívida Total sobre o PIB. Diferente portanto do saldo orçamental primário ciclicamente ajustado. Para este (em % do PIB), os números são:</p>
	<p>Governo Cavaco (direita):</p>
	<p>1986: 2.3<br />
1987: 1.2<br />
1988: 2.2<br />
1989: 1.5<br />
1990: 0.2<br />
1991: -0.8<br />
1992: 2.2<br />
1993: 0.7<br />
1994: 0.9<br />
1995: 2.1</p>
	<p>Governo Guterres (esquerda):</p>
	<p>1996: 1.7<br />
1997: 1.1<br />
1998: 0.0<br />
1999: -0.6<br />
2000: -1.8<br />
2001: -2.7<br />
2002: -1.0</p>
	<p>Fonte: CE</p>
	<p>Se, com estes números, chega, analiticamente, às conclusões que refere na frase acima citada, dou-lhe razão. Não foram estes os usados no estudo, mas se refez as contas&#8230; Eu manifesto a minha incapacidade para analiticamente o demonstrar. Mas que parece estranho parece&#8230; </p>
	<p>Cumprimentos,</p>
	<p>José Mário
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: LA-C</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2224</link>
		<pubDate>Mon, 30 Jul 2007 16:03:55 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2224</guid>
					<description>&quot;Estou apenas a querer alertá-lo para o facto das conclusões que tira simplesmente poderem não se aplicar ao caso português, quando analisadas séries limpas de efeitos não imputáveis às políticas seguidas. &quot;

Aplica, aplica. Olhe para os dados e faca as contas.

&quot;simplesmente de uma questão de dimensão de ego arrisca-se a ser tão simplista quanto a básica observação de tabelas o é para inferição de conclusões empíricas&quot;

Evidentemente. Mas nao mais simplista do que prsumir que tal aconteceria por altruismo. Enfim, isto nao passa de um jogo de palavras. 
</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>&#8220;Estou apenas a querer alertá-lo para o facto das conclusões que tira simplesmente poderem não se aplicar ao caso português, quando analisadas séries limpas de efeitos não imputáveis às políticas seguidas. &#8221;</p>
	<p>Aplica, aplica. Olhe para os dados e faca as contas.</p>
	<p>&#8220;simplesmente de uma questão de dimensão de ego arrisca-se a ser tão simplista quanto a básica observação de tabelas o é para inferição de conclusões empíricas&#8221;</p>
	<p>Evidentemente. Mas nao mais simplista do que prsumir que tal aconteceria por altruismo. Enfim, isto nao passa de um jogo de palavras.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Anonymous</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2223</link>
		<pubDate>Mon, 30 Jul 2007 15:44:11 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2223</guid>
					<description>PS: Respondendo só à sua consideração sobre a minha &quot;provocação&quot;: responder que a hipótese que coloquei resultaria simplesmente de uma questão de dimensão de ego arrisca-se a ser tão simplista quanto a básica observação de tabelas o é para inferição de conclusões empíricas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>PS: Respondendo só à sua consideração sobre a minha &#8220;provocação&#8221;: responder que a hipótese que coloquei resultaria simplesmente de uma questão de dimensão de ego arrisca-se a ser tão simplista quanto a básica observação de tabelas o é para inferição de conclusões empíricas.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Anonymous</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2222</link>
		<pubDate>Mon, 30 Jul 2007 15:40:37 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2222</guid>
					<description>Caro LA-C,

Se está muito ocupado, não serei com certeza eu quem o pretenderá distrair. Não posso aceitar contudo que insinue que eu quero fazer qualquer análise empírica com base em simples tabelas. O que quis, clarifico, foi mostrar que a análise de uma questão como a do défice obriga a bastante cuidado. Claro que inferir conclusões empíricas obriga a utilização de correctas técnicas estatísticas muito bem diz. Mas antes há que escolher uma série sobre a qual se efectuará tal análise. E essa escolha é sempre discricionária e subjectiva, por muita &quot;cientificidade&quot; a que depois seja submetida. Neste caso, fazer estudos olhando para o défice &quot;bruto&quot;, até pode ir de encontro à tese que defende. Mas que sentido terá colocar na mesma análise dados sobre as contas públicas que não levem em linha de conta p. ex. o ciclo económico? A tabela que Miguel Frasquilho cita tem como fonte a Comissão Europeia, descontando do défice os juros da dívida e as oscilações inerentes ao ciclo económico. Se foi essa a série (que me parece a correcta) que deu origem às conclusões do estudo que refere, serei o primeiro a admiti-lo e a mudar a minha opinião. Caso não seja talvez fosse bom perder um segundo a admitir que as conclusões não se adaptam muito bem ao caso português. A não ser, claro, que com estes dados e aplicando-lhe as &quot;técnicas estatísticas adequadas&quot; demonstre o contrário. Ou que argumente de forma consistente contra a utilização da série que defendo. 

Seja como for, uma coisa é para mim claro. Ao contrário do que repetidamente afirma, não estou a pegar apenas numa frase &quot;irrelevante&quot; do seu texto. Estou apenas a querer alertá-lo para o facto das conclusões que tira simplesmente poderem não se aplicar ao caso português, quando analisadas séries limpas de efeitos não imputáveis às políticas seguidas. 

Não o querendo importunar mais, termino a minha participação neste &quot;debate&quot; e apresento-lhe os meus cumprimentos,

José Mário</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Caro LA-C,</p>
	<p>Se está muito ocupado, não serei com certeza eu quem o pretenderá distrair. Não posso aceitar contudo que insinue que eu quero fazer qualquer análise empírica com base em simples tabelas. O que quis, clarifico, foi mostrar que a análise de uma questão como a do défice obriga a bastante cuidado. Claro que inferir conclusões empíricas obriga a utilização de correctas técnicas estatísticas muito bem diz. Mas antes há que escolher uma série sobre a qual se efectuará tal análise. E essa escolha é sempre discricionária e subjectiva, por muita &#8220;cientificidade&#8221; a que depois seja submetida. Neste caso, fazer estudos olhando para o défice &#8220;bruto&#8221;, até pode ir de encontro à tese que defende. Mas que sentido terá colocar na mesma análise dados sobre as contas públicas que não levem em linha de conta p. ex. o ciclo económico? A tabela que Miguel Frasquilho cita tem como fonte a Comissão Europeia, descontando do défice os juros da dívida e as oscilações inerentes ao ciclo económico. Se foi essa a série (que me parece a correcta) que deu origem às conclusões do estudo que refere, serei o primeiro a admiti-lo e a mudar a minha opinião. Caso não seja talvez fosse bom perder um segundo a admitir que as conclusões não se adaptam muito bem ao caso português. A não ser, claro, que com estes dados e aplicando-lhe as &#8220;técnicas estatísticas adequadas&#8221; demonstre o contrário. Ou que argumente de forma consistente contra a utilização da série que defendo. </p>
	<p>Seja como for, uma coisa é para mim claro. Ao contrário do que repetidamente afirma, não estou a pegar apenas numa frase &#8220;irrelevante&#8221; do seu texto. Estou apenas a querer alertá-lo para o facto das conclusões que tira simplesmente poderem não se aplicar ao caso português, quando analisadas séries limpas de efeitos não imputáveis às políticas seguidas. </p>
	<p>Não o querendo importunar mais, termino a minha participação neste &#8220;debate&#8221; e apresento-lhe os meus cumprimentos,</p>
	<p>José Mário
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: LA-C</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2221</link>
		<pubDate>Mon, 30 Jul 2007 15:35:47 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2221</guid>
					<description>Peço desculpa, esqueci-me de responder à sua “provocação”. A interpretação que faz, de que os políticos no poder fazem eleitoralismo porque acreditam que é mau para o país (ou para a autarquia) se perderem implicando que têm um ego um desmesurado, é compatível com os dados que referi.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Peço desculpa, esqueci-me de responder à sua “provocação”. A interpretação que faz, de que os políticos no poder fazem eleitoralismo porque acreditam que é mau para o país (ou para a autarquia) se perderem implicando que têm um ego um desmesurado, é compatível com os dados que referi.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: LA-C</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2220</link>
		<pubDate>Mon, 30 Jul 2007 14:01:55 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2220</guid>
					<description>Caro José
A lista dos défices em Portugal de 1990 a 2005 está aí em baixo. (fonte é a OCDE)  Já agora uma análise séria não se compadece com análise gráfica ou co mtabelas como as que deixo aí em baixo.  Para se fazer análise de dados a sério usam-se as técnicas estatísticas adequadas.

A tese do artigo do Público é que com partidos de direita no poder os défices aumentam. O paper referido pode ser encontrado aqui: http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=996388

Agora, vai-me desculpar, sinceramente. Estou muito ocupado e não me interessa perder muito tempo com uma frase do meu texto que considero tão irrelevante que disse que a podia apagar.


1990	-6.3
1991	-7.2
1992	-4.5
1993	-7.7
1994	-7.4
1995	-5.2
1996	-4.5
1997	-3.4
1998	-3
1999	-2.7
2000	-3
2001	-4.3
2002	-2.9
2003	-3
2004	-3.2
2005	-6</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Caro José<br />
A lista dos défices em Portugal de 1990 a 2005 está aí em baixo. (fonte é a OCDE)  Já agora uma análise séria não se compadece com análise gráfica ou co mtabelas como as que deixo aí em baixo.  Para se fazer análise de dados a sério usam-se as técnicas estatísticas adequadas.</p>
	<p>A tese do artigo do Público é que com partidos de direita no poder os défices aumentam. O paper referido pode ser encontrado aqui: <a href='http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=996388' rel='nofollow'>http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=996388</a></p>
	<p>Agora, vai-me desculpar, sinceramente. Estou muito ocupado e não me interessa perder muito tempo com uma frase do meu texto que considero tão irrelevante que disse que a podia apagar.</p>
	<p>1990	-6.3<br />
1991	-7.2<br />
1992	-4.5<br />
1993	-7.7<br />
1994	-7.4<br />
1995	-5.2<br />
1996	-4.5<br />
1997	-3.4<br />
1998	-3<br />
1999	-2.7<br />
2000	-3<br />
2001	-4.3<br />
2002	-2.9<br />
2003	-3<br />
2004	-3.2<br />
2005	-6
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Anonymous</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2219</link>
		<pubDate>Mon, 30 Jul 2007 13:54:27 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2219</guid>
					<description>Caro LA-C,

Terei todo gosto em ler o estudo que refere. Não sei se por lapso meu, não vejo no texto que cita o nome do paper em questão para que possa pesquisá-lo. Agradecia que o indicasse, caso não o tenha feito já.

Arriscando-me contudo a falar sem conhecimento de causa (uma vez que como já disse não li o texto) indico-lhe a leitura do seguinte artigo de Miguel Frasquilho ( http://quartodarepublica.blogspot.com/2006/01/paternidade-do-dfice.html )e em especial a observação dos quadros e figuras que nele constam. Julgo que em termos de análise dos défices nos governos de Cavaco (direita) e de Guterres (esquerda) contrariam claramente o que refere no seu texto.

Reservo-me naturalmente para mais comentários após ler o paper que refere.

Deixo-lhe contudo uma &quot;provocação&quot;: não se poderá entender como altruista uma política eleitoralista que vise ganhar eleições quando se acredita que a alternativa será pior para os eleitores... De outra forma, estará um governo a ser necessariamente egoísta ao praticar uma política eleitoralista no fim do mandato, se acreditar que a vitória do adversário será pior
que os eventuais malefícios desse eleitoralismo?

Cumprimentos,

José Mário</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Caro LA-C,</p>
	<p>Terei todo gosto em ler o estudo que refere. Não sei se por lapso meu, não vejo no texto que cita o nome do paper em questão para que possa pesquisá-lo. Agradecia que o indicasse, caso não o tenha feito já.</p>
	<p>Arriscando-me contudo a falar sem conhecimento de causa (uma vez que como já disse não li o texto) indico-lhe a leitura do seguinte artigo de Miguel Frasquilho ( <a href='http://quartodarepublica.blogspot.com/2006/01/paternidade-do-dfice.html' rel='nofollow'>http://quartodarepublica.blogspot.com/2006/01/paternidade-do-dfice.html</a> )e em especial a observação dos quadros e figuras que nele constam. Julgo que em termos de análise dos défices nos governos de Cavaco (direita) e de Guterres (esquerda) contrariam claramente o que refere no seu texto.</p>
	<p>Reservo-me naturalmente para mais comentários após ler o paper que refere.</p>
	<p>Deixo-lhe contudo uma &#8220;provocação&#8221;: não se poderá entender como altruista uma política eleitoralista que vise ganhar eleições quando se acredita que a alternativa será pior para os eleitores&#8230; De outra forma, estará um governo a ser necessariamente egoísta ao praticar uma política eleitoralista no fim do mandato, se acreditar que a vitória do adversário será pior<br />
que os eventuais malefícios desse eleitoralismo?</p>
	<p>Cumprimentos,</p>
	<p>José Mário
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: LA-C</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2218</link>
		<pubDate>Mon, 30 Jul 2007 13:04:41 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2218</guid>
					<description>Caro José Mário
Veja os dados sobre os défices (ncluindo os do governo de Cavaco). Concluirá que, no estudo que citei, Portugal está longe de ser um outlier.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Caro José Mário<br />
Veja os dados sobre os défices (ncluindo os do governo de Cavaco). Concluirá que, no estudo que citei, Portugal está longe de ser um outlier.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Anonymous</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2217</link>
		<pubDate>Mon, 30 Jul 2007 12:47:41 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2217</guid>
					<description>Caro LA-C,

O relevante no meu comentário não é a maior ou menor importância da frase que citei. A questão é que essa frase serviu-lhe para exemplificar uma parte da teoria que defendeu, especificamente a de que, pela lógica que expôs, seria de esperar que os governos de direita acumulassem défices e que os partidos de esquerda se vissem obrigados a corrigi-los. Ora o que eu quis mostrar foi que, independentemente da veracidade ou não da teoria, ela não encontra eco nos 33 anos de democracia em Portugal. Precisamente o contrário do que o LA-C quis exemplificar ao referi-la.

Cumprimentos,

José Mário </description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Caro LA-C,</p>
	<p>O relevante no meu comentário não é a maior ou menor importância da frase que citei. A questão é que essa frase serviu-lhe para exemplificar uma parte da teoria que defendeu, especificamente a de que, pela lógica que expôs, seria de esperar que os governos de direita acumulassem défices e que os partidos de esquerda se vissem obrigados a corrigi-los. Ora o que eu quis mostrar foi que, independentemente da veracidade ou não da teoria, ela não encontra eco nos 33 anos de democracia em Portugal. Precisamente o contrário do que o LA-C quis exemplificar ao referi-la.</p>
	<p>Cumprimentos,</p>
	<p>José Mário
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Tacci-</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2216</link>
		<pubDate>Sun, 29 Jul 2007 23:11:35 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2216</guid>
					<description>O suposto de que o indivíduo age sempre no seu interesse é redutor: para tornar aceitável este princípio, algumas disciplinas tiveram de supor a existência de um inconsciente específico, interessado exclusivamente na propagação do seu património genético. E, a seguir, tiveram de fazer toda a espécie de piruetas para encaixar nesse paradigma tudo o que suscitava dúvidas. Teoricamente é uma doutrina que não vai longe e é constantemente desafiada pelo trabalho de campo das mais variadas disciplinas.
Porque motivo a economia aceita tão candidamente esta tomada de posição, é o que não percebo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>O suposto de que o indivíduo age sempre no seu interesse é redutor: para tornar aceitável este princípio, algumas disciplinas tiveram de supor a existência de um inconsciente específico, interessado exclusivamente na propagação do seu património genético. E, a seguir, tiveram de fazer toda a espécie de piruetas para encaixar nesse paradigma tudo o que suscitava dúvidas. Teoricamente é uma doutrina que não vai longe e é constantemente desafiada pelo trabalho de campo das mais variadas disciplinas.<br />
Porque motivo a economia aceita tão candidamente esta tomada de posição, é o que não percebo.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: LA-C</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2211</link>
		<pubDate>Sat, 28 Jul 2007 00:27:39 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2211</guid>
					<description>Caro José Mário
Permita-me que seja sincero. Conseguiu, na minha opinião, dar destaque à frase mais irrelevante de todo o meu texto. Mas claro, isto é apenas a minha opinião.

Se o seu único problema com o texto é essa frase que cita, sugiro-lhe que a apague e leia o resto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Caro José Mário<br />
Permita-me que seja sincero. Conseguiu, na minha opinião, dar destaque à frase mais irrelevante de todo o meu texto. Mas claro, isto é apenas a minha opinião.</p>
	<p>Se o seu único problema com o texto é essa frase que cita, sugiro-lhe que a apague e leia o resto.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: José Mário</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2210</link>
		<pubDate>Fri, 27 Jul 2007 21:20:48 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2210</guid>
					<description>Caro LA-C,

A afirmação que faz de que em Portugal os governos PS (com excepção do de Guterres) &quot;foram obrigados a meter o socialismo na gaveta, adoptando políticas restritivas para corrigir os défices que vinham dos governos do PSD&quot; é completamente abusiva e sem constatação prática. O único exemplo que tem é o de Mário Soares em 83. Curiosamente em coligação com o PSD... O caso de Sócrates é claramente resultado do que se passou no consulado guterrista, herdado anteriormente por um governo PSD que simplesmente não o resolveu. E convém lembrar que Guterres aparece a beneficiar das políticas de 10 anos de um governo maioritário... do PSD! 

Cumprimentos,

José Mário</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Caro LA-C,</p>
	<p>A afirmação que faz de que em Portugal os governos PS (com excepção do de Guterres) &#8220;foram obrigados a meter o socialismo na gaveta, adoptando políticas restritivas para corrigir os défices que vinham dos governos do PSD&#8221; é completamente abusiva e sem constatação prática. O único exemplo que tem é o de Mário Soares em 83. Curiosamente em coligação com o PSD&#8230; O caso de Sócrates é claramente resultado do que se passou no consulado guterrista, herdado anteriormente por um governo PSD que simplesmente não o resolveu. E convém lembrar que Guterres aparece a beneficiar das políticas de 10 anos de um governo maioritário&#8230; do PSD! </p>
	<p>Cumprimentos,</p>
	<p>José Mário
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: José Mário</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2209</link>
		<pubDate>Fri, 27 Jul 2007 21:15:50 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2209</guid>
					<description>Caro LA-C,

A afirmação que fz de que em Portugal os governos PS (com excepção do de Guterres) &quot;foram obrigados a meter o socialismo na gaveta, adoptando políticas restritivas para corrigir os défices que vinham dos governos do PSD&quot; é completamente abusiva e sem constataçõ prática. O único exemplo que tem é o de Mário Soares em 83. Curiosamente em coligação com o PSD... O caso de Sócrates é claramente resultado do que se passou no consulado guterrista, herdado anteriormente por um governo PSD que simplesmente não o resolveu. E convém lembrar que Guterres aprece a beneficiar das políticas de 10 anos de um governo maioritário... do PSD!

Cumprimentos,

José Mário</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Caro LA-C,</p>
	<p>A afirmação que fz de que em Portugal os governos PS (com excepção do de Guterres) &#8220;foram obrigados a meter o socialismo na gaveta, adoptando políticas restritivas para corrigir os défices que vinham dos governos do PSD&#8221; é completamente abusiva e sem constataçõ prática. O único exemplo que tem é o de Mário Soares em 83. Curiosamente em coligação com o PSD&#8230; O caso de Sócrates é claramente resultado do que se passou no consulado guterrista, herdado anteriormente por um governo PSD que simplesmente não o resolveu. E convém lembrar que Guterres aprece a beneficiar das políticas de 10 anos de um governo maioritário&#8230; do PSD!</p>
	<p>Cumprimentos,</p>
	<p>José Mário
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Tarzan</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2206</link>
		<pubDate>Thu, 26 Jul 2007 17:02:17 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2206</guid>
					<description>Pode ser que interesse.

http://caldeiradadeneutroes.blogspot.com/2007/07/teorias-econmicas.html</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Pode ser que interesse.</p>
	<p><a href='http://caldeiradadeneutroes.blogspot.com/2007/07/teorias-econmicas.html' rel='nofollow'>http://caldeiradadeneutroes.blogspot.com/2007/07/teorias-econmicas.html</a>
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: LA-C</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2203</link>
		<pubDate>Wed, 25 Jul 2007 07:45:22 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/#comment-2203</guid>
					<description>&quot;O estudo foi controlado para o grau de competitividade eleitoral &quot;

Não tenho os papers aqui à mão, para poder confirmar isso, mas de certeza que sim. De qualquer forma este resultado não era particularmente importante, por isso não o referi no artigo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>&#8220;O estudo foi controlado para o grau de competitividade eleitoral &#8221;</p>
	<p>Não tenho os papers aqui à mão, para poder confirmar isso, mas de certeza que sim. De qualquer forma este resultado não era particularmente importante, por isso não o referi no artigo.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
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