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	<title>Comments on: O véu jurídico</title>
	<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/01/16/o-veu-juridico/</link>
	<description>blogue de Luís Aguiar-Conraria, de Daniela Kato e de Fernando Alexandre</description>
	<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 18:43:20 +0000</pubDate>
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	<item>
		<title>by: Ana</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/01/16/o-veu-juridico/#comment-1467</link>
		<pubDate>Sat, 20 Jan 2007 20:31:11 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/01/16/o-veu-juridico/#comment-1467</guid>
					<description>O princípio parece-me, de facto, correcto: levantemos o véu jurídico, para averiguar o bem jurídico a defender:

- no caso dos divórcios, de facto, já não há qualquer direito a constituir família a salvaguardar quando a família está destruída ao ponto de um dos seus elementos querer abandoná-la...
MAS
- no caso dos abortos... não deverá já a lei defender o direito à vida?...
...
Se a resposta for não, então, deixo de encontrar fundamento para a penalização de qualquer crime!... Perde sentido o direito!</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>O princípio parece-me, de facto, correcto: levantemos o véu jurídico, para averiguar o bem jurídico a defender:</p>
	<p>- no caso dos divórcios, de facto, já não há qualquer direito a constituir família a salvaguardar quando a família está destruída ao ponto de um dos seus elementos querer abandoná-la&#8230;<br />
MAS<br />
- no caso dos abortos&#8230; não deverá já a lei defender o direito à vida?&#8230;<br />
&#8230;<br />
Se a resposta for não, então, deixo de encontrar fundamento para a penalização de qualquer crime!&#8230; Perde sentido o direito!
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Zé</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/01/16/o-veu-juridico/#comment-1465</link>
		<pubDate>Sat, 20 Jan 2007 13:00:28 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/01/16/o-veu-juridico/#comment-1465</guid>
					<description>Todos estes argumentos desviam-se do ponto central: a despenalização visa dar a ESCOLHA. Ninguém vai obrigar ninguém a fazê-lo, mas também ninguém tem o direito de impor as suas ideologias a quem delas não partilha. É uma questão de liberdade individual, tudo o resto é secundário.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Todos estes argumentos desviam-se do ponto central: a despenalização visa dar a ESCOLHA. Ninguém vai obrigar ninguém a fazê-lo, mas também ninguém tem o direito de impor as suas ideologias a quem delas não partilha. É uma questão de liberdade individual, tudo o resto é secundário.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: LA-C</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/01/16/o-veu-juridico/#comment-1464</link>
		<pubDate>Fri, 19 Jan 2007 09:18:05 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/01/16/o-veu-juridico/#comment-1464</guid>
					<description>Ja' agora, se fizeres essas contas tem em atencao que os coeficientes das variaveis dummy foram multiplicados por 100, pelo que teras de fazer a respectiva correccao.

Os valores entre os parentesis rectos nao me parecem importantes, parece-me que sao os valores corrigidos pelas medias de cada variavel (ver tabela 2). O autor diz o que sao, mas so' fazendo algumas contas e' que e' possivel verificar exactamente o que e'.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Ja&#8217; agora, se fizeres essas contas tem em atencao que os coeficientes das variaveis dummy foram multiplicados por 100, pelo que teras de fazer a respectiva correccao.</p>
	<p>Os valores entre os parentesis rectos nao me parecem importantes, parece-me que sao os valores corrigidos pelas medias de cada variavel (ver tabela 2). O autor diz o que sao, mas so&#8217; fazendo algumas contas e&#8217; que e&#8217; possivel verificar exactamente o que e&#8217;.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: LA-C</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/01/16/o-veu-juridico/#comment-1463</link>
		<pubDate>Fri, 19 Jan 2007 09:13:40 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/01/16/o-veu-juridico/#comment-1463</guid>
					<description>Para calculares a estatistica t, divides o valor do coeficiente pelo desvio padrao estimado (-431,96/157,73). Quanto maior o valor (em modulo) mais significativa e' a variavel. Como benchmark, podes conisderar que valores acima de 2 sao bastante significativos (se te fosse dada informacao sobre o p-value, quanto mais proximo de zero mais significativo, ai' podes usar o valor 0,05 como benchmark).</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Para calculares a estatistica t, divides o valor do coeficiente pelo desvio padrao estimado (-431,96/157,73). Quanto maior o valor (em modulo) mais significativa e&#8217; a variavel. Como benchmark, podes conisderar que valores acima de 2 sao bastante significativos (se te fosse dada informacao sobre o p-value, quanto mais proximo de zero mais significativo, ai&#8217; podes usar o valor 0,05 como benchmark).
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Miguel Madeira</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/01/16/o-veu-juridico/#comment-1462</link>
		<pubDate>Fri, 19 Jan 2007 02:42:14 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/01/16/o-veu-juridico/#comment-1462</guid>
					<description>Mas agora tenho outra questão - quando, nas tabelas (p.ex. na pag. 39) aparece a seguinte informação:

-431,96
(157,73)
[-.028]

o numero dentro dos parentises rectos [-0.028] é o quê? A &quot;estatística t&quot;? A significância estatística da estatística t? E, caso seja a significancia da estatistica t, quando é que a estimativa é mais fiável (quando está perto do 0 ou perto do 1)? O autor explica nas notas, mas eu não percebo bem o que ele quer dizer.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Mas agora tenho outra questão - quando, nas tabelas (p.ex. na pag. 39) aparece a seguinte informação:</p>
	<p>-431,96<br />
(157,73)<br />
[-.028]</p>
	<p>o numero dentro dos parentises rectos [-0.028] é o quê? A &#8220;estatística t&#8221;? A significância estatística da estatística t? E, caso seja a significancia da estatistica t, quando é que a estimativa é mais fiável (quando está perto do 0 ou perto do 1)? O autor explica nas notas, mas eu não percebo bem o que ele quer dizer.
</p>
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				</item>
	<item>
		<title>by: Miguel Madeira</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/01/16/o-veu-juridico/#comment-1461</link>
		<pubDate>Fri, 19 Jan 2007 02:23:28 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/01/16/o-veu-juridico/#comment-1461</guid>
					<description>Esqueçam a minha questão (tive a dar uma olhada no paper e parece ser isso).</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Esqueçam a minha questão (tive a dar uma olhada no paper e parece ser isso).
</p>
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				</item>
	<item>
		<title>by: Miguel Madeira</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/01/16/o-veu-juridico/#comment-1460</link>
		<pubDate>Fri, 19 Jan 2007 02:12:21 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/01/16/o-veu-juridico/#comment-1460</guid>
					<description>&quot; I also find that adults who were exposed to unilateral divorce regulations as children are less well educated and have lower family incomes&quot;

O que é que isso quer dizer, &quot;exposed to unilateral divorce regulations&quot;? A mim parece-me que quer dizer &quot;pessoas que passaram a sua infância em Estados à epoca com leis de divórcio unilateral (independentemente dos seus pais terem-se divorciado ou não)&quot;. É isso?</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>&#8221; I also find that adults who were exposed to unilateral divorce regulations as children are less well educated and have lower family incomes&#8221;</p>
	<p>O que é que isso quer dizer, &#8220;exposed to unilateral divorce regulations&#8221;? A mim parece-me que quer dizer &#8220;pessoas que passaram a sua infância em Estados à epoca com leis de divórcio unilateral (independentemente dos seus pais terem-se divorciado ou não)&#8221;. É isso?
</p>
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				</item>
	<item>
		<title>by: Anonymous</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/01/16/o-veu-juridico/#comment-1459</link>
		<pubDate>Thu, 18 Jan 2007 12:17:17 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/01/16/o-veu-juridico/#comment-1459</guid>
					<description>Obviamente é expectável que  &quot;liberalização&quot; do aborto tenha consequencias &quot;benéficas&quot; em alguns indicadores como a diminuição de população com deficiência, redução da probreza, a longo prazo redução da criminalidade, etc... daí válido o argumento de que o aborto é um instrumento de  selecção social.... o que dá cores ainda mais cinzentas às lei da liberalização.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Obviamente é expectável que  &#8220;liberalização&#8221; do aborto tenha consequencias &#8220;benéficas&#8221; em alguns indicadores como a diminuição de população com deficiência, redução da probreza, a longo prazo redução da criminalidade, etc&#8230; daí válido o argumento de que o aborto é um instrumento de  selecção social&#8230;. o que dá cores ainda mais cinzentas às lei da liberalização.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: AEnima</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/01/16/o-veu-juridico/#comment-1458</link>
		<pubDate>Thu, 18 Jan 2007 07:54:51 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/01/16/o-veu-juridico/#comment-1458</guid>
					<description>Se fosse a tomar este texto a serio, teria que ter muito cuidado em usar a mesma medida de bias para uma situacao e outra.

Na literatura de teoria de jogos o desvio numa situacao e' aplicado a outra facilmente, assumindo certas condicoes. Por exemplo: se eu adianto o meu relogio 10 minutos para nao me atrasar a sair de casa para o emprego, o atraso e' o mesmo 'as 8 da manha e 'as 11 da noite... dai poder usar um desvio que e' mesuravel numa circunstancia e aplica-lo a outra circunstancia em que nao o posso medir.

Mas nao me parece que o mesmo aconteca nos casos mencionados.

A ameaca com o divorcio que mantem os &quot;homens na linha&quot; e' muitas vezes puramente visto como uma ameaca economica por parte dos homens, ja que um divorcio litigioso, com ou sem acordo pre-nupcial e' caro. O mesmo nao se pode aplicar nunca 'a ameaca de aborto. 

Mesmo que vejamos o assunto numa perspectiva nao-financeira, continua o mesmo desvio a nao ser imputavel, pois os custos/beneficios para a partes num processo de divorcio estao longe de ter o mesmo peso para as partes envolvidas numa IVG.

E antes de mais... vamos ver bem sobre a vida de quem esta lei vai alterar comportamentos. Sera a da mulher de 40 com medo de uma gravidez de risco ou uma adolescente de 16 a lidar com a sua afirmacao pessoal?</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Se fosse a tomar este texto a serio, teria que ter muito cuidado em usar a mesma medida de bias para uma situacao e outra.</p>
	<p>Na literatura de teoria de jogos o desvio numa situacao e&#8217; aplicado a outra facilmente, assumindo certas condicoes. Por exemplo: se eu adianto o meu relogio 10 minutos para nao me atrasar a sair de casa para o emprego, o atraso e&#8217; o mesmo &#8216;as 8 da manha e &#8216;as 11 da noite&#8230; dai poder usar um desvio que e&#8217; mesuravel numa circunstancia e aplica-lo a outra circunstancia em que nao o posso medir.</p>
	<p>Mas nao me parece que o mesmo aconteca nos casos mencionados.</p>
	<p>A ameaca com o divorcio que mantem os &#8220;homens na linha&#8221; e&#8217; muitas vezes puramente visto como uma ameaca economica por parte dos homens, ja que um divorcio litigioso, com ou sem acordo pre-nupcial e&#8217; caro. O mesmo nao se pode aplicar nunca &#8216;a ameaca de aborto. </p>
	<p>Mesmo que vejamos o assunto numa perspectiva nao-financeira, continua o mesmo desvio a nao ser imputavel, pois os custos/beneficios para a partes num processo de divorcio estao longe de ter o mesmo peso para as partes envolvidas numa IVG.</p>
	<p>E antes de mais&#8230; vamos ver bem sobre a vida de quem esta lei vai alterar comportamentos. Sera a da mulher de 40 com medo de uma gravidez de risco ou uma adolescente de 16 a lidar com a sua afirmacao pessoal?
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: AS</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/01/16/o-veu-juridico/#comment-1457</link>
		<pubDate>Thu, 18 Jan 2007 01:42:20 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/01/16/o-veu-juridico/#comment-1457</guid>
					<description>«Se isso fosse verdade a violencia contra homens, homicidios em que a vitima e’ o marido e a taxa de suicidio masculina tambem deveriam ter diminuido sensivelmente.», Comment by LA-C — January 17, 2007 @ 1:07 am 

Os argumentos que refere parecem-me confirmativos da tese do enviesamento.
A violência psicológica praticada pelas mulheres (e, diga-se em abono da verdade, também pelos homens) não faz parte das estatísticas.
A violência física é a única que faz parte das estatísticas, e que, por razões de diferença de estatura, é predominantemente praticada pelo género masculino. Convenhamos que seria abusivo decretar que a violência física é pior do que a violência psicológica.
Sobre os homicídios: precisaria de analisar os estudos e de relacionar os dados, nomeadamente, com as licenças de porte de armas e com a posse de armas.
Sobre os suicídios: como se consegue atribuir a responsabilidade de um suicídio, ou associar um suicídio, a um mau casamento ? [ a única pessoa que poderia verdadeiramente esclarecer não pode dar o seu testemunho ]
</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>«Se isso fosse verdade a violencia contra homens, homicidios em que a vitima e’ o marido e a taxa de suicidio masculina tambem deveriam ter diminuido sensivelmente.», Comment by LA-C — January 17, 2007 @ 1:07 am </p>
	<p>Os argumentos que refere parecem-me confirmativos da tese do enviesamento.<br />
A violência psicológica praticada pelas mulheres (e, diga-se em abono da verdade, também pelos homens) não faz parte das estatísticas.<br />
A violência física é a única que faz parte das estatísticas, e que, por razões de diferença de estatura, é predominantemente praticada pelo género masculino. Convenhamos que seria abusivo decretar que a violência física é pior do que a violência psicológica.<br />
Sobre os homicídios: precisaria de analisar os estudos e de relacionar os dados, nomeadamente, com as licenças de porte de armas e com a posse de armas.<br />
Sobre os suicídios: como se consegue atribuir a responsabilidade de um suicídio, ou associar um suicídio, a um mau casamento ? [ a única pessoa que poderia verdadeiramente esclarecer não pode dar o seu testemunho ]
</p>
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