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	<title>Comments on: Estado Corporativo</title>
	<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/</link>
	<description>blogue de Luís Aguiar-Conraria, de Fernando Alexandre e de Cristóvão de Aguiar</description>
	<pubDate>Sat, 05 Dec 2009 02:36:16 +0000</pubDate>
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	<item>
		<title>by: AEnima</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-849</link>
		<pubDate>Tue, 31 Oct 2006 05:42:23 +0000</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-849</guid>
					<description>Aguardo a criacao da Ordem dos Ordenadores...</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Aguardo a criacao da Ordem dos Ordenadores&#8230;
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: LA-C</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-782</link>
		<pubDate>Thu, 26 Oct 2006 20:02:35 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-782</guid>
					<description>&quot;A excepção, apesar de não abertamente referenciada, está implícita.&quot;

Então, explicitamente, digo que não é excepção. Não me vou alongar nesta discussão, mas, como exemplo, aponto o facto de os directores de obra terem de pertencer à Ordem dos Engenheiros.
Quanto à qualidade dos nossos engenheiros, não penso que a percepção que os estrangeiros têm da qualidade dos nossos engenheiros seja superior à que têm dos nossos médicos ou arquitectos (para apenas dar dois exemplos). De qualquer forma, dizer que tal se deve à ordem é tão arbitrário como dizer que se deve aos excelentes professores universitários nos cursos de engenharia.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>&#8220;A excepção, apesar de não abertamente referenciada, está implícita.&#8221;</p>
	<p>Então, explicitamente, digo que não é excepção. Não me vou alongar nesta discussão, mas, como exemplo, aponto o facto de os directores de obra terem de pertencer à Ordem dos Engenheiros.<br />
Quanto à qualidade dos nossos engenheiros, não penso que a percepção que os estrangeiros têm da qualidade dos nossos engenheiros seja superior à que têm dos nossos médicos ou arquitectos (para apenas dar dois exemplos). De qualquer forma, dizer que tal se deve à ordem é tão arbitrário como dizer que se deve aos excelentes professores universitários nos cursos de engenharia.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Nuno Silva</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-781</link>
		<pubDate>Thu, 26 Oct 2006 19:29:25 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-781</guid>
					<description>A excepção, apesar de não abertamente referenciada, está implícita. A OE é das maiores (senão a maior) das Ordens em Portugal. Ao que me referi no meu comentário foi ao facto de, nos meandros de tanta alegação de inutilidade, fraude, corporativismo, etc, que raiaram todas as demais Ordens e Associações Profissionais, em nenhuma situação ter sido a OE referenciada. Ao contrário da grande maioria das profissões representadas pelas respectivas Ordens, a qualidade da engenharia portuguesa é reconhecida internacionalmente. O que é isto senão uma demonstração de um exemplo a seguir pelas outras Ordens?</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>A excepção, apesar de não abertamente referenciada, está implícita. A OE é das maiores (senão a maior) das Ordens em Portugal. Ao que me referi no meu comentário foi ao facto de, nos meandros de tanta alegação de inutilidade, fraude, corporativismo, etc, que raiaram todas as demais Ordens e Associações Profissionais, em nenhuma situação ter sido a OE referenciada. Ao contrário da grande maioria das profissões representadas pelas respectivas Ordens, a qualidade da engenharia portuguesa é reconhecida internacionalmente. O que é isto senão uma demonstração de um exemplo a seguir pelas outras Ordens?
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: LA-C</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-718</link>
		<pubDate>Wed, 11 Oct 2006 12:05:51 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-718</guid>
					<description>&quot;O facto de ninguém colocar em causa a legitimidade da existência da OE “original”, a dos Engenheiros,&quot;

Da parte que me toca, de nada da minha argumentacao se pode inferir que eu abra essa excepcao.  E parece-me ser uma extrapolacao abusiva das palavras dos restantes comentadores.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>&#8220;O facto de ninguém colocar em causa a legitimidade da existência da OE “original”, a dos Engenheiros,&#8221;</p>
	<p>Da parte que me toca, de nada da minha argumentacao se pode inferir que eu abra essa excepcao.  E parece-me ser uma extrapolacao abusiva das palavras dos restantes comentadores.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Nuno Silva</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-717</link>
		<pubDate>Wed, 11 Oct 2006 12:01:59 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-717</guid>
					<description>O facto de ninguém colocar em causa a legitimidade da existência da OE &quot;original&quot;, a dos Engenheiros, confirma as minhas suspeitas de que se trata da única Ordem, pela especificidade da profissão e importância para o desenvolvimento e segurança das populações e do ambiente, que tem razão de existir, já que é a única que toma realmente medidas contra os membros que não cumprem as suas regras.

Tudo o resto são corporações com o único objectivo de manter (ou dar) estatuto a uma determinada classe profissional.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>O facto de ninguém colocar em causa a legitimidade da existência da OE &#8220;original&#8221;, a dos Engenheiros, confirma as minhas suspeitas de que se trata da única Ordem, pela especificidade da profissão e importância para o desenvolvimento e segurança das populações e do ambiente, que tem razão de existir, já que é a única que toma realmente medidas contra os membros que não cumprem as suas regras.</p>
	<p>Tudo o resto são corporações com o único objectivo de manter (ou dar) estatuto a uma determinada classe profissional.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Luis Parreira</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-707</link>
		<pubDate>Mon, 09 Oct 2006 13:58:42 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-707</guid>
					<description>Excelente post.
Muito interessante o &quot;diálogo&quot; nos comentários, em especial o facto dos &quot; 'drs.' se sentirem orfãos e discriminados&quot; (sic).

</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Excelente post.<br />
Muito interessante o &#8220;diálogo&#8221; nos comentários, em especial o facto dos &#8221; &#8216;drs.&#8217; se sentirem orfãos e discriminados&#8221; (sic).
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: jmda</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-705</link>
		<pubDate>Sun, 08 Oct 2006 11:16:45 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-705</guid>
					<description>Obrigado pela correcção.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Obrigado pela correcção.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: El Ranys</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-704</link>
		<pubDate>Fri, 06 Oct 2006 18:55:40 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-704</guid>
					<description>&quot;A afirmação do Ricardo está, absolutamente, correcta quando diz que os avaliadores da Ordem dos Advogados não têm competência técnica e científica para avaliarem pessoas com o mesmo grau académico.&quot;
José Manuel Dias de Aguiar

Caro José Manuel,
O seu a seu dono: a afirmação não é do Ricardo, é minha, em resposta a uma pergunta do Ricardo.
Abraço

</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>&#8220;A afirmação do Ricardo está, absolutamente, correcta quando diz que os avaliadores da Ordem dos Advogados não têm competência técnica e científica para avaliarem pessoas com o mesmo grau académico.&#8221;<br />
José Manuel Dias de Aguiar</p>
	<p>Caro José Manuel,<br />
O seu a seu dono: a afirmação não é do Ricardo, é minha, em resposta a uma pergunta do Ricardo.<br />
Abraço
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Luís</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-703</link>
		<pubDate>Fri, 06 Oct 2006 16:42:04 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-703</guid>
					<description>Também existem clubes bons, corporações que, especialmente quando desligadas de partidos marxistas, servem bons propósitos: os sindicatos. Isso fez-me pensar num post.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Também existem clubes bons, corporações que, especialmente quando desligadas de partidos marxistas, servem bons propósitos: os sindicatos. Isso fez-me pensar num post.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: José Manuel Dias de Aguiar</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-701</link>
		<pubDate>Fri, 06 Oct 2006 15:50:09 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-701</guid>
					<description>Eu sou advogado e concordo inteiramente com a posição do MLS e do Aguiar-Conraria.
Já agora, sugiro que vejam as declarações do &quot;meu&quot; Bastonário - Rogério Alves - sobre a aplicação do Processo de Bolonha...
...Já está a dizer que oito semestres de formação &quot; quatro anos&quot; não chegam para a inscrição na Ordem dos Advogados. É preciso exigir o grau de mestre...
Cá está o poder corporativo a restringir o acesso dos nóveis licenciados à profissão.
Já que se começou esta luta que não haja desistências!
A afirmação do Ricardo está, absolutamente, correcta quando diz que os avaliadores da Ordem dos Advogados não têm competência técnica e científica para avaliarem pessoas com o mesmo grau académico.
Aliás parece que me ouviu quando, ainda estagiário, perguntei a um patrono formador da Ordem dos Advogados de Coimbra - hoje presidente do Conselho Deontológico do CDC da OA- que habilitações literárias possuía? Respondeu-me que era licenciado em Direito pela UC, e eu disse-lhe que, então, não lhe reconhecia competência nem legitimidade para me avaliar.
A OA promoveu a constituição do Instituto de Acesso ao Direito e aos Tribunais, apenas para poder gerir as dotações do Orçamento de Estado e mais facilmente poder distribuir as oficiosas pelos estagiários &quot;escravos&quot; das grandes sociedades de Advogados e pelos amigos...
Resultado, acabaram com o apoio judiciário universal.
Porquê?
Porque os processos-crime desapareceram dos escritórios dos grandes advogados.
Ao contrário do que se possa pensar a maioria das pessoas que cometem crimes são pobres e, como tal, não têm dinheiro para despender com profissionais forenses.
Com a constatação de que os nóveis advogados eram mais diligentes na defesa dos processos do que os Advogados &quot;instalados&quot; os arguidos verificaram que mais valia entregarem as suas defesas aos novos que ainda por cima eram grátis.
Resultado: Os interesses corporativos de alguns membros da OA, principalmente os da Associação do Jovens Advogados deram cabo do Apoio Judiciário, impedindo que um cidadão carenciado e passível de ser beneficiário do apoio judiciário possa escolher um advogado - numa violação grosseira do artigo 20.º da CRP- tendo que se conformar com um advogado estagiário ou não, &quot;qualquer&quot;, que a OA lhe nomeie.
Tudo isto, talvez, porque os representantes da Ordem, que também têm paizinhos e mãezinhas que se sentem orgulhosos dos seus meninos quando os vêm no poleiro e a falar com os senhores ministros, aconselhando-os a serem os lindos meninos que sempre foram e a dizerem que sim a tudo o que o senhor ministro proponha, porque parecia mal e ainda porque é conveniente defender os &quot;legítimos interesses da Classe&quot; Sempre fica bem!


 


</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Eu sou advogado e concordo inteiramente com a posição do MLS e do Aguiar-Conraria.<br />
Já agora, sugiro que vejam as declarações do &#8220;meu&#8221; Bastonário - Rogério Alves - sobre a aplicação do Processo de Bolonha&#8230;<br />
&#8230;Já está a dizer que oito semestres de formação &#8221; quatro anos&#8221; não chegam para a inscrição na Ordem dos Advogados. É preciso exigir o grau de mestre&#8230;<br />
Cá está o poder corporativo a restringir o acesso dos nóveis licenciados à profissão.<br />
Já que se começou esta luta que não haja desistências!<br />
A afirmação do Ricardo está, absolutamente, correcta quando diz que os avaliadores da Ordem dos Advogados não têm competência técnica e científica para avaliarem pessoas com o mesmo grau académico.<br />
Aliás parece que me ouviu quando, ainda estagiário, perguntei a um patrono formador da Ordem dos Advogados de Coimbra - hoje presidente do Conselho Deontológico do CDC da OA- que habilitações literárias possuía? Respondeu-me que era licenciado em Direito pela UC, e eu disse-lhe que, então, não lhe reconhecia competência nem legitimidade para me avaliar.<br />
A OA promoveu a constituição do Instituto de Acesso ao Direito e aos Tribunais, apenas para poder gerir as dotações do Orçamento de Estado e mais facilmente poder distribuir as oficiosas pelos estagiários &#8220;escravos&#8221; das grandes sociedades de Advogados e pelos amigos&#8230;<br />
Resultado, acabaram com o apoio judiciário universal.<br />
Porquê?<br />
Porque os processos-crime desapareceram dos escritórios dos grandes advogados.<br />
Ao contrário do que se possa pensar a maioria das pessoas que cometem crimes são pobres e, como tal, não têm dinheiro para despender com profissionais forenses.<br />
Com a constatação de que os nóveis advogados eram mais diligentes na defesa dos processos do que os Advogados &#8220;instalados&#8221; os arguidos verificaram que mais valia entregarem as suas defesas aos novos que ainda por cima eram grátis.<br />
Resultado: Os interesses corporativos de alguns membros da OA, principalmente os da Associação do Jovens Advogados deram cabo do Apoio Judiciário, impedindo que um cidadão carenciado e passível de ser beneficiário do apoio judiciário possa escolher um advogado - numa violação grosseira do artigo 20.º da CRP- tendo que se conformar com um advogado estagiário ou não, &#8220;qualquer&#8221;, que a OA lhe nomeie.<br />
Tudo isto, talvez, porque os representantes da Ordem, que também têm paizinhos e mãezinhas que se sentem orgulhosos dos seus meninos quando os vêm no poleiro e a falar com os senhores ministros, aconselhando-os a serem os lindos meninos que sempre foram e a dizerem que sim a tudo o que o senhor ministro proponha, porque parecia mal e ainda porque é conveniente defender os &#8220;legítimos interesses da Classe&#8221; Sempre fica bem!
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Miguel Duarte</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-700</link>
		<pubDate>Thu, 05 Oct 2006 23:51:56 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-700</guid>
					<description>Aconselhava-o a ler &lt;a href=&quot;http://www.liberal-social.org/ordens-profissionais&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;esta posição&lt;/a&gt; do MLS:</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Aconselhava-o a ler <a href="http://www.liberal-social.org/ordens-profissionais" rel="nofollow">esta posição</a> do MLS:
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Gisela</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-698</link>
		<pubDate>Wed, 04 Oct 2006 23:26:40 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-698</guid>
					<description>As corporações têm um poder tal que lhes é permitido, para além de tudo aquilo que referiu e bem (excelente post!), practicar cartelismo a olhos vistos e com o consentimento do estado. 

Estou a escrever isto essencialmente com o pensamento na Ordem dos Médicos, que estabelece, para as consultas, preço minimo (que de minimo só tem o nome)  e quem ousar diminuir o preço das consultas (por outras palavras quem ousar introduzir leis do mercado ou pedir o preço justo por uma consulta em que a despesa do médico são 5 minutos do seu tempo, um papel de receita e um bocado de tinta da caneta), sofrerá consequências, aliás muito ao jeito das máfias. 

Não sou a favor do fim das ordens, são a favor de colocar as ordens no seu devido lugar, tornando-as associações de profissionais.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>As corporações têm um poder tal que lhes é permitido, para além de tudo aquilo que referiu e bem (excelente post!), practicar cartelismo a olhos vistos e com o consentimento do estado. </p>
	<p>Estou a escrever isto essencialmente com o pensamento na Ordem dos Médicos, que estabelece, para as consultas, preço minimo (que de minimo só tem o nome)  e quem ousar diminuir o preço das consultas (por outras palavras quem ousar introduzir leis do mercado ou pedir o preço justo por uma consulta em que a despesa do médico são 5 minutos do seu tempo, um papel de receita e um bocado de tinta da caneta), sofrerá consequências, aliás muito ao jeito das máfias. </p>
	<p>Não sou a favor do fim das ordens, são a favor de colocar as ordens no seu devido lugar, tornando-as associações de profissionais.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Vasco Gabriel</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-697</link>
		<pubDate>Wed, 04 Oct 2006 22:06:16 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-697</guid>
					<description>Luis, podemos também acrescentar que mais de metade dos Nobel em Economia não seriam admitidos na OE portuguesa, uma vez que não são &quot;licenciados&quot; em Economia... </description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Luis, podemos também acrescentar que mais de metade dos Nobel em Economia não seriam admitidos na OE portuguesa, uma vez que não são &#8220;licenciados&#8221; em Economia&#8230;
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: LA-C</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-696</link>
		<pubDate>Wed, 04 Oct 2006 19:07:06 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-696</guid>
					<description>“Agradeço-lhe ter vindo novamente ao assunto. Acontece que eu não defendi a OE.”

Sim, sim, eu quando me referia que objectivamente os ajudava não fui suficientemente claro. Não me estava a referir às suas opiniões (que penso que ficaram claras: não gosta dos estatutos e dos objectivos da Ordem, mas considera-os impraticáveis e, portanto, inócuas). Estava a referir-me ao facto de ser sócio. Mas eu nada tenho a ver com isso, pelo me calo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>“Agradeço-lhe ter vindo novamente ao assunto. Acontece que eu não defendi a OE.”</p>
	<p>Sim, sim, eu quando me referia que objectivamente os ajudava não fui suficientemente claro. Não me estava a referir às suas opiniões (que penso que ficaram claras: não gosta dos estatutos e dos objectivos da Ordem, mas considera-os impraticáveis e, portanto, inócuas). Estava a referir-me ao facto de ser sócio. Mas eu nada tenho a ver com isso, pelo me calo.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: rui fonseca</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-695</link>
		<pubDate>Wed, 04 Oct 2006 19:02:03 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-695</guid>
					<description>Caro Luis,

Agradeço-lhe ter vindo novamente ao assunto. Acontece que eu não defendi a OE. Apenas tentei, afinal de forma pouco conseguida, pelos vistos, dizer-lhe que a OE não é comparável com, por exemplo, a Ordem dos Farmacêuticos, ou dos Advogados ou dos Médicos, ou dos Revisores Oficiais de Contas.
Porque o &quot;economista&quot;, inscrito ou não inscrito na Ordem, é uma espécie difícil de caracterizar profissionalmente por alguma homogeneidade de deveres deontológicos específicos. A menos que restrinja, como referi, a atribuição da condição. E, nesse
caso, fecharia a OE por falta de membros e teríamos o caso resolvido.

Eu estou de acordo que a designação de Ordem cheira a Idade Média. Preferiria a designação de Associação. Perguntar-me-á então: Mas se na OE se albergam membros sem interesses profissionais comuns, para além, eventualmente, de interesses sindicais, que não competem às Ordens prosseguir mas aos Sindicatos, para que serve a OE ou uma Associação com os mesmos indefiníveis objectivos?

É uma pergunta para a qual não encontro resposta muito satisfatória mas já tinha admitido que estou, talvez, a gerir mal alguns dos meus pequenos gastos. Daí a estar a colaborar numa acção ética ou moralmente condenável vai uma considerável distância
</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Caro Luis,</p>
	<p>Agradeço-lhe ter vindo novamente ao assunto. Acontece que eu não defendi a OE. Apenas tentei, afinal de forma pouco conseguida, pelos vistos, dizer-lhe que a OE não é comparável com, por exemplo, a Ordem dos Farmacêuticos, ou dos Advogados ou dos Médicos, ou dos Revisores Oficiais de Contas.<br />
Porque o &#8220;economista&#8221;, inscrito ou não inscrito na Ordem, é uma espécie difícil de caracterizar profissionalmente por alguma homogeneidade de deveres deontológicos específicos. A menos que restrinja, como referi, a atribuição da condição. E, nesse<br />
caso, fecharia a OE por falta de membros e teríamos o caso resolvido.</p>
	<p>Eu estou de acordo que a designação de Ordem cheira a Idade Média. Preferiria a designação de Associação. Perguntar-me-á então: Mas se na OE se albergam membros sem interesses profissionais comuns, para além, eventualmente, de interesses sindicais, que não competem às Ordens prosseguir mas aos Sindicatos, para que serve a OE ou uma Associação com os mesmos indefiníveis objectivos?</p>
	<p>É uma pergunta para a qual não encontro resposta muito satisfatória mas já tinha admitido que estou, talvez, a gerir mal alguns dos meus pequenos gastos. Daí a estar a colaborar numa acção ética ou moralmente condenável vai uma considerável distância
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Anonymous</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-694</link>
		<pubDate>Wed, 04 Oct 2006 17:28:48 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-694</guid>
					<description>É triste ter de citar Salazar...
Mas, ele dizia que quando queria fazer uma coisa chamava um Homem.
Quando não queria, nomeava uma comissão...
Essas associações &quot;liberais de esquerda&quot; têm o mesmo efeito das Ordens.
Todos à rua.
É preciso outra revolução!
AVANTE!  </description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>É triste ter de citar Salazar&#8230;<br />
Mas, ele dizia que quando queria fazer uma coisa chamava um Homem.<br />
Quando não queria, nomeava uma comissão&#8230;<br />
Essas associações &#8220;liberais de esquerda&#8221; têm o mesmo efeito das Ordens.<br />
Todos à rua.<br />
É preciso outra revolução!<br />
AVANTE!
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: LA-C</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-692</link>
		<pubDate>Wed, 04 Oct 2006 14:39:13 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-692</guid>
					<description>Caro F
Um prazer renovado encontrá-lo. Lanço-lhe, pela enésima vez, o desafio. Não quer escrever uns textos para eu colocar aqui na nossa destreza?

Luís Lavoura
Há quase um ano, pensei inscrever-me nesse movimento, que me parece ser um movimento de esquerda liberal. Mas, pelo menos para já, não pretendo que a minha acção pública vá além de uns textos no suplemento do Público (a revista Dia D). </description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Caro F<br />
Um prazer renovado encontrá-lo. Lanço-lhe, pela enésima vez, o desafio. Não quer escrever uns textos para eu colocar aqui na nossa destreza?</p>
	<p>Luís Lavoura<br />
Há quase um ano, pensei inscrever-me nesse movimento, que me parece ser um movimento de esquerda liberal. Mas, pelo menos para já, não pretendo que a minha acção pública vá além de uns textos no suplemento do Público (a revista Dia D).
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: LA-C</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-691</link>
		<pubDate>Wed, 04 Oct 2006 14:36:30 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-691</guid>
					<description>Caro Rui Fonseca,
Apenas consigo perceber a sua reacção como estando ligado a eu ter insinuado que fazia figura de “idiota útil”. Se entendeu esta expressão como insulto, entendeu de uma forma que eu não pretendia. A figura do “idiota útil” está bem instituída na nossa língua. E refere-se a alguém que cheio de boa vontade e de boas intenções, e sem que de tal se aperceba, defende uma má causa, ligada a uma determinada agenda.
Esta expressão não pretende ser um insulto, mas sim uma mera descrição. Aplicá-la-ia, sem pestanejar, a uma miríade de discussões, como por exemplo aos intelectuais de esquerda que, em tempos e cheios de boas intenções, defendiam com unhas e dentes a União Soviética, convencidos de que estavam a lutar pelos direitos humanos. Também a aplicaria a todos os que defenderam a invasão do Iraque, com base nas informações falsas de Bush e Companhia. Nesse campo, por exemplo, Pacheco Pereira limitou-se a ser um “idiota útil” (e continua, diga-se de passagem).</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Caro Rui Fonseca,<br />
Apenas consigo perceber a sua reacção como estando ligado a eu ter insinuado que fazia figura de “idiota útil”. Se entendeu esta expressão como insulto, entendeu de uma forma que eu não pretendia. A figura do “idiota útil” está bem instituída na nossa língua. E refere-se a alguém que cheio de boa vontade e de boas intenções, e sem que de tal se aperceba, defende uma má causa, ligada a uma determinada agenda.<br />
Esta expressão não pretende ser um insulto, mas sim uma mera descrição. Aplicá-la-ia, sem pestanejar, a uma miríade de discussões, como por exemplo aos intelectuais de esquerda que, em tempos e cheios de boas intenções, defendiam com unhas e dentes a União Soviética, convencidos de que estavam a lutar pelos direitos humanos. Também a aplicaria a todos os que defenderam a invasão do Iraque, com base nas informações falsas de Bush e Companhia. Nesse campo, por exemplo, Pacheco Pereira limitou-se a ser um “idiota útil” (e continua, diga-se de passagem).
</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>by: Luís Lavoura</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-690</link>
		<pubDate>Wed, 04 Oct 2006 14:27:20 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-690</guid>
					<description>LA-C: inscreva-se no Movimento Liberal Social. Na última Assembleia-Geral aprovámos precisamente uma moção pedindo que as Ordens Profissionais se tornem simples associações de profissionais, sem poderes públicos e sem poder limitar o acesso à profissão. Vá a liberal-social.org.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>LA-C: inscreva-se no Movimento Liberal Social. Na última Assembleia-Geral aprovámos precisamente uma moção pedindo que as Ordens Profissionais se tornem simples associações de profissionais, sem poderes públicos e sem poder limitar o acesso à profissão. Vá a liberal-social.org.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: F</title>
		<link>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-689</link>
		<pubDate>Wed, 04 Oct 2006 13:14:44 +0100</pubDate>
		<guid>http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/10/03/estado-corporativo/#comment-689</guid>
					<description>Caro Luís,

Já predicámos sobre este assunto no tempo dum visual da &quot;destreza&quot; menos azul, se bem que mais atlântico. Quando aprendi que a tradução exemplar para português da &quot;Riqueza das Nações&quot; fôra feita pelo Cristóvão. E corri a comprá-la. (Está hoje aqui ao lado da edição da Everyman´s Library.)

Vem isto a propósito de Adam Smith. Que nos meteu neste ramo do saber. Mas que também estabeleceu a liberdade (de escolha, de estabelecimento) como princípio dum melhor funcionamento da sociedade. Melhor quando comparado com o funcionamento dos regimes da ordem corporativa e da ordem absoluta. A ordem corporativa e a ciência económica são por isso dois conceitos filosòficamente antagónicos.

Diz um nosso amigo num seu comentário anterior, que a Economia pode então ser vista também como uma Arte. Sem dúvida. Em que um economista é um contador de histórias. E um bom economista é quem as sabe contar melhor. Com gráficos, textos, equações ou experiências.

Em 1968, Milton Friedman comentava sobre a introdução de contrôlos de preços pelo presidente Nixon, que &quot;we are all keynesians, today!&quot;. Em 1979, depois do anúncio por Paul Volcker da nova política monetária norte-americana, o &quot;New York Times&quot; punha em título que &quot;We are all monetarists, today!&quot;

Agora, depois de ver as últimas edições do programa &quot;Prós e Contras&quot;, digo-vos eu: WE ARE ALL ECONOMISTS, TODAY! 

Obrigado.

</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Caro Luís,</p>
	<p>Já predicámos sobre este assunto no tempo dum visual da &#8220;destreza&#8221; menos azul, se bem que mais atlântico. Quando aprendi que a tradução exemplar para português da &#8220;Riqueza das Nações&#8221; fôra feita pelo Cristóvão. E corri a comprá-la. (Está hoje aqui ao lado da edição da Everyman´s Library.)</p>
	<p>Vem isto a propósito de Adam Smith. Que nos meteu neste ramo do saber. Mas que também estabeleceu a liberdade (de escolha, de estabelecimento) como princípio dum melhor funcionamento da sociedade. Melhor quando comparado com o funcionamento dos regimes da ordem corporativa e da ordem absoluta. A ordem corporativa e a ciência económica são por isso dois conceitos filosòficamente antagónicos.</p>
	<p>Diz um nosso amigo num seu comentário anterior, que a Economia pode então ser vista também como uma Arte. Sem dúvida. Em que um economista é um contador de histórias. E um bom economista é quem as sabe contar melhor. Com gráficos, textos, equações ou experiências.</p>
	<p>Em 1968, Milton Friedman comentava sobre a introdução de contrôlos de preços pelo presidente Nixon, que &#8220;we are all keynesians, today!&#8221;. Em 1979, depois do anúncio por Paul Volcker da nova política monetária norte-americana, o &#8220;New York Times&#8221; punha em título que &#8220;We are all monetarists, today!&#8221;</p>
	<p>Agora, depois de ver as últimas edições do programa &#8220;Prós e Contras&#8221;, digo-vos eu: WE ARE ALL ECONOMISTS, TODAY! </p>
	<p>Obrigado.
</p>
]]></content:encoded>
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